Resenha: Se arrependimento matasse


Título: Se arrependimento matasse
Autor: Alma Cervantes
Sinopse:
Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo.
Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes.


Olá gente, muito bom dia! Como está indo a semana de vocês? Espero que bem!
Por aqui está tudo corrido, pra variar um pouquinho né? rsrs.

Mas como eu prometi, estou aqui hoje para trazer a resenha de "Se arrependimento matasse" do nosso autor parceiro, Alma Cervantes. 
Essa resenha já havia sido postada na nossa página antiga do blog, então só estou migrando pra cá.

Eu ganhei este livro de presente de um amigo muito querido, o moço Raul, que também atende por Hiji (e por mais um monte de apelidos, haha). Obrigada de novo e de novo e mais um milhão de vezes, Raul, pelo presente e por ter me apresentado o Alma (Que também é um cara muito muito legal e bacana! Vocês podem conferir aqui a apresentação que eu fiz sobre ele e a nossa parceria).

Enfim, vamos lá!

Bem, a princípio esse livro tem tudo que eu geralmente não gosto em uma obra… é escrito em terceira pessoa e é de suspense/terror.
Pensei comigo mesma “livro de terror, ai ai ai, vou passar uns dias sem dormir… mas vou ler pelo Hiji, afinal, foi um presente” e aí tomei coragem e dei o ponta pé inicial, rsrs.
E, ao começar a ler, eu fui me envolvendo com a obra e superei o fato dela ser em terceira pessoa. Admito, inclusive, que foi melhor assim. Como se trata de um suspense com uma trama de assassinato, ter um narrador que não seja personagem faz com que você consiga enxergar o todo sem ser influenciado diretamente por alguma visão dos fatos.

A trama conta a história de 3 amigos, como dito na sinopse, porém, Alice é um homem e não uma mulher. Foi o meu primeiro choque de realidade na leitura, hahaha. Demorei bastante para me acostumar com isso, nunca tinha visto esse nome como unissex, mas o lance do nome é explicado no livro e achei bem bacana a proposta.

Os amigos vão ao hotel dos pais de Alex para passar alguns dias e matarem a saudade um do outro, mas, infelizmente, o cozinheiro do hotel é brutalmente assassinado na primeira noite deles no local, o que transformou completamente a viagem deles em puro caos.
A partir daí, medo e desconfiança se instalam em cada vida ali presente e todos são potenciais suspeitos. Uma mulher dentre os hospedes do hotel toma a dianteira na investigação para tentar decifrar quem poderia ser o culpado e começa a interrogar todos os presentes, desde os donos aos empregados e até mesmo os hospedes. Durante a investigação vamos vendo os pontos de vista de cada um dos personagens, o que eu particularmente gostei bastante, pois gosto de saber e entender o que se passa na mente de cada um (razão da minha preferência por livros em primeira pessoa). E todos os acontecimentos após o interrogatório, com toda a tensão deles por estarem presos no hotel com um assassino a espreita, faz o todo ser bem interessante.
O homem entrou na sala com expressão extremamente séria. Fechou a porta e sentou-se na cadeira em frente à jovem sem deixar de observá-la por um instante sequer. Já a outra o encarava de volta, com os dedos de suas mãos entrelaçados e sobre a mesa.
A trama é bem trabalhada, teve um bom desenrolar investigativo e te instiga bastante a prosseguir a leitura… pois você vai tentando descobrir alguma ponta solta no decorrer dela para descobrir quem é o assassino. A personalidade e as atitudes de cada um deles faz toda a diferença no desenvolvimento da história e vai te prendendo.
Além disso, a leitura do livro é bem fluída… O que me faz ter esperança nessa nova geração de escritores nacionais, porque ler aqueles livros de português arcaico, não consigo ler… de verdade. :P

Eu fiquei completamente agoniada em algumas partes querendo saber logo quem era, sou muito ansiosa, hahaha.
E aí veio o segundo choque de realidade, o desfecho… completamente bem trabalhado, selando todas as pontas soltas de maneira surpreendente. Não vou dar muitos detalhes a mais, pois vou acabar entregando e soltando vários spoilers, rsrs. Só digo que foi algo que eu realmente não esperava.
E no fim, ele nem foi tão de terror assim. É apenas suspense e, pra minha alegria, um bom suspense. :) 

Indico a leitura e agradeço o presente que se tornou uma quebra de paradigmas.
“Se arrependimento matasse”, eu me arrependeria de ter pré julgado este livro, rsrs.

Nota:



O post original desta resenha foi feito em 19/06/2016 e você pode conferi-lo clicando aqui!

Eu ainda estou pensando em montar a campanha “Deem livros de presente pra May!”.
O que vocês acham? hahaha.

Beijos, boa leitura!
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