Resenha: Trilogia Nocte



Título: Trilogia The Nocte (Nocte, Verum e Lux)
Autora: Courtney Cole

Livro 1 - Nocte
Sinopse:
Meu nome é Calla Price. Eu tenho 18 anos de idade e eu sou uma metade de um todo. Minha outra metade – meu irmão gêmeo, meu Finn – é um louco.
Eu o amo.
Mais do que a vida.
Mais do que qualquer coisa.
E mesmo que eu tenha pavor que ele vá me derrubar com ele, ninguém pode salvá-lo, exceto eu. Eu estou fazendo tudo que posso para permanecer à deriva em um mar de insanidade, mas estou me afogando mais e mais a cada dia. Então eu chego à uma tábua de salvação.
Dare DuBray.Ele é o meu salvador e meu anticristo. Seus braços são o lugar onde eu me sinto segura, onde estou com medo, onde pertenço, onde estou perdida. Ele vai me curar, me quebrar, me amar e me odiar. Ele tem o poder de me destruir. Talvez isso seja bom.
Porque eu não consigo salvar Finn e amar Dare sem que todos se machuquem.
Por quê? Por causa de um segredo.
Um segredo que estou tão ocupada tentando descobrir, que nunca o vi chegar.
Nem você.

Livro 2 - Verum
Sinopse:
A verdade vos libertará.
Meu nome é Calla Price e estou me afogando. Meu novo mundo é um sombrio, oceano escuro e estou sendo puxada para baixo por segredos. Posso confiar em alguém? Eu não sei mais. As mentiras são espirais. Elas torcem e giram, vinculando-me com seus espinhos e línguas serpentinas. E justamente quando acho que estou entendendo, tudo é puxado debaixo de mim.
Estou envolvida na escuridão.
Mas a verdade me libertará.
Está à minha frente, tão perto que posso tocá-la. Mas mesmo que ela brilhe e cintile, presas reluzem e sei que me destruirá.
Você está com medo? Eu estou.

Livro 3 - Lux
Sinopse:
QUE HAJA LUZ.
Meu nome é Calla Price e eu estou quebrada.
Minhas peças estão todas ao meu redor, flutuando no vento, mesmo que eu tente desesperadamente agarrá-las.
Quem está morto? Vivo? Insano?
Qual é a verdade?
Eu não sei.
Eu sei isso: A escuridão está me estrangulando. A cada respiração, eu engasgo com outra mentira.
Minha mente tem me protegido, mas esse escudo em breve será abaixado.
Tudo será revelado.
Cada resposta para cada pergunta.
Tudo está levando a isso.
Não fique com medo.
Fique apavorado.
Livro 1 – Nocte
Oi?
Fiquei assim ao terminar o livro 1. Não. Entendi. Absolutamente. Nada (pegando mania dos escritores gringos…rs).
Quando você acha que entendeu, lá pelo final, BUM, a história vida.
Esse livro é o que eu chamaria de “terror psicológico”. Vou explicar por quê.
A história é sobre Calla e seu irmão gêmeo Finn. Eles têm toda aquela conexão de gêmeos, e além disso Finn é louco. Foi diagnosticado com esquizofrenia e mais um negócio (que não faço ideia) ainda criança e com o passar do tempo tem ficado mais grave, mesmo estando medicado. Que não é uma verdade, pois ele trapaceia.
Os irmãos moram com o pai numa casa funerária no alto da colina, cercados por abismos, falésias, mato e praia. A descrição do lugar é bem rica de detalhes e eu consigo imaginar exatamente como o lugar se parece.
Logo no início, a família tem uma grande perda e para todos torna-se muito difícil viver! Então, todos apenas sobrevivem.
Calla, por ter nascido saudável, sem problemas, se vê na obrigação de proteger Finn de tudo e todos, desde quando eram crianças e os amiguinhos da escola os chamavam de esquisitos.
Mas Calla vive num momento de culpa pela perda que sofreram, mas que seu pai e irmão tentam tirar isso da cabeça dela. E nessa “tormenta” de emoções, acontecem coisas estranhas. E ela mesma tem essa percepção.
Finn mantém um diário cheio de desenhos, rabiscos e frases sem sentido. O mais estranho disso? Ele escreve várias coisas em latim!
Finn sofre por ouvir vozes o tempo todo, que tentam sem descanso, fazer com que Finn faça algumas besteiras bem cabulosas.
E aí aparece um cara, Dare, que tem um milhão de segredos, que não pode contar pra Calla, mas que quer que ela saiba. Mas não pode contar, ela tem que descobrir sozinha.
A partir do momento que Dare surge, Calla fica o tempo todo pedindo que Dare conte tais segredos. Um saco, porque você já comeu meio dedo querendo saber desse maldito segredo.
Achei bem pesada a leitura, porque fala de transtornos mentais e algumas frases que Finn escreveu são realmente cabulosas.
Parece o típico filme de terror: casa funerária, penhascos e falésias, um cara louco e outro cheio de segredos.
Achei Calla meio deslocada da vida nesse primeiro livro, meio perdida, sem saber como agir e estar o tempo todo pisando em ovos.
E aí, no fim, quando algumas coisas são reveladas, ela tem que ir pra Inglaterra, na casa da família de sua mãe.
Não entendi como e nem por que ela foi convencida a isso.
E aí o livro acaba.


Livro 2 – Verum
O livro 2 começa com Calla, Finn e Dare em Wintey, como é chamada a casa de sua avó materna.
As pessoas que moram lá, são no mínimo, estranhas.
Uma avó, Eleanor, que é a frieza em pessoa, e dá até a impressão que ela está morta. Eleanor é sempre ríspida, polida, fria e ditando como Calla ou qualquer outro tem que agir e se comportar.
Calla é uma das herdeiras de seu avô, mas para que possa ter acesso a ela, tem que cumprir alguns requisitos. Nada muito estranho ou impossível. Mas tem um detalhe que ela precisa cumprir que é sim, meio bizarro: se manter sã.
Nessa altura do livro, você entende, mais ou menos, o por quê de ter que se manter sã, já que nem você mesmo tem certeza de como se sente em relação à leitura. Eu me perguntei: como é que é??
Há também Sabine, que pelo amor, dá arrepio só de lembrar. Ela é cigana, lê as cartas e fica o tempo todo insinuando coisas que Calla deveria ter percebido, como por exemplo, que deveria seguir sua intuição.
O motorista, Jones, não tem nada de estranho, apenas que parece ser influenciado pela frieza de Eleanor.
Percebi que no segundo livro, é tudo sobre Dare, seu passado e seus segredos. E Calla procura de toda forma entender o passado de Dare e consequentemente, descobrir seus segredos obscuros.
O que ele passou na infância é comum, infelizmente, mas é a realidade de muita criança. É bizarro o que aconteceu com sua mãe e seu padrasto, na verdade. Muito bizarro. Mais um toque de loucura nessa receita toda.
Aí acontece uma outra coisa, que PQP! Não entendi nada; o passado mudou, o futuro foi previsto e depois alterado de novo. Como? Como? Há umas trezentas versões diferentes para o mesmo evento. Será que eu que imaginei tudo isso?
Mas Dare ainda tem um segredo final, que não é contado. Espero que seja. E espero de coração que seja bem cabuloso, porque essa enrolação toda é de fritar os miolos.
Resumo desse livro: não era Finn o louco??


Livro 2.5 – extra
Senhor, pensa numa pessoa maluca, que escreveu um extra maluco. É essa autora. Meu Deus!!!
Passei mal. Tanta informação nova, segredos imundos, um contexto bizarro.
Aqui é contada a história de Olivia, falecida mãe de Dare, que no livro 2 tentou passar algumas mensagens para Calla também, que acabou não sacando nada.
O passado de Olivia foi tão sujo, cruel e infeliz, que você acaba entendendo o final que ela teve.
E ainda são revelados mais alguns segredos da família Savage, da qual sua avó e mãe fazem parte. Ah, a mãe de Dare é cunhada da mãe de Calla. Leia e entenderá.
É contada a você uma antiga lenda/maldição cigana, da qual todos esses personagens estão envolvidos. São citados Salomé, Abel, Caim, Judas, uma bagunça de ideias. E parece que é isso que justifica os problemas de Calla. Todos eles.
Só uma coisa que a lenda diz: os filhos pagam os pecados dos pais, sempre. E isso é um ciclo.


Livro 3 – Lux
Nossa, a história muda tanto que você não tem mais a percepção de quando Calla tá sonhando, quando tá viajando ou quando é real. Você NUNCA sabe quando é real.
É o livro mais cansativo da série, pois você revive várias passagens sob outra perspectiva e outro destino. Tem que se atentar aos detalhes pra perceber o que mudou. E é exaustivo, a leitura fica pesada, os olhos cansados, o cérebro saindo fumaça.
É tanta piração, que quando um detalhe sobre Calla é revelado, você se pergunta: O QUE??? Depois de toda essa merda, essa loucura, essa mulher (a autora) ainda joga mais essa???
É o tipo de coisa que se Calla tivesse descoberto antes, nada disso teria acontecido. Sacou?

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> SPOILER

Parece que Calla tem um dom: reviver o que já passou e viver o que ainda vai acontecer. Mas tem uma coisa a mais que não vou contar, que explica toda essa loucura de leitura.
Ela até revive e LEMBRA de uma situação NO ÚTERO da mãe!!! WTF??? Gente, é muita (não queria usar essas palavras, mas não encontrei outras que melhor se expressassem) maconha na mente de quem escreveu! E esperar que mergulhemos numa leitura com esse tipo de coisa é meio surreal, porque NÃO DÁ!
Entendo perfeitamente que é um livro que envolve fantasia e coisas sobrenaturais, mas achar que eu, leitora, iria aceitar um “fenômeno” desse tipo depois de ler toda essa loucura, é loucura!
O final é até felizinho, dada as circunstâncias. Mas a autora diz que é possível você escolher um outro final. Realmente, a forma como acaba, você pode escolher que rumo dar, até porque não tem epílogo. O que fica por sua conta e risco.
Num todo, achei todos os livros bem escritos, rico em detalhes e a forma como a “loucura” é contada você meio que sente ela também, me entende?
Por exemplo, quando Finn escreve algo assustador no diário, a autora conseguiu transpassar a sensação que, acredito eu, deveria sentir na mesma situação do Finn.
Minha avaliação: …. Nada. Não sei se gosto ou não dessa série. Ainda tem alguma coisa estranha nisso tudo. Não sei dizer o que, mas eu sinto isso. É tipo: nada se encaixa, mas tudo se completa, saca?
É o tipo de livro que não aprendi nada, não levo nada dele pra minha vida. Mas parece que vivi na mente de quem sofre da loucura. E eu não sei se faria isso de novo, pois é cansativo, estressante e mais um monte de adjetivos que não consigo me lembrar. Mas não é bom.
Aí você me pergunta: vale a pena ler?
E eu te respondo: vale, vale muito. Porque é uma leitura diferente do que, eu pelo menos, estou acostumada. Não vemos tantos livros nessa pegada tão frequentemente. Nunca esperei tão ansiosa por uma continuação como esperei por essa, tirando 50 Tons, claro (hehehehe).
Se fosse um livro chato, que não te prende, eu não teria passado do livro 1. Você quer sempre saber o próximo passo, que porr* tá acontecendo de verdade, temendo pelas revelações.
Ufa, cansativo falar de Nocte. E ainda assim nunca vai ser suficiente.

Boa leitura!

Nota:




O post original desta resenha foi feito em 13/11/2015 e você pode conferi-lo aqui.



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