Resenha: The Virgin Romance Novelist

capaTítulo: The Virgin Romance Novelist
Autora: Meghan Quinn
Sinopse:
Os seios dela se erguiam com alarmante velocidade enquanto
a pesada mão dele descia para seu macio, ainda rijo espinheiro...”.
Você pode dizer ‘espinheiro’ em um romance? E quanto à
espada de carne? Isso é o que era... uma espada de carne.
Bem, tanto quanto é possível ser uma espada de carne,
‘matando através das profundezas dos desejos mais obscuros
de uma mulher’.
E sobre os seios? Eles podiam realmente levantar?
Deus, eu não tenho nem ideia do que acontecia quando se
tocavam as partes íntimas.
Eu sou uma virgem tentando escrever um romance erótico,
mas não consigo escrever uma cena de sexo, graças à minha
falta de experiência.
Meus dois melhores amigos me incentivaram a abandonar a
caneta por um tempo, e ganhar alguma prática real através das
múltiplas facetas do namoro, como encontros às cegas, perfis
online e conexões aleatórias.
Mas perder minha virgindade está se provando ser mais difícil.
Oi pessoal!
Hoje vou falar de um livro que me indicaram no grupo de viciadas em livros que faço parte no FB. Melhor indicação de sempre. Selo de garantia!
Meooo, que delicinha de livro! Ri horrores no metrô ontem, que até esqueci de dar uma disfarçada. E hoje, ao terminar de ler, me bateu uma saudade já!
A mocinha do livro é Rosie, tem 23 anos, tem um estilo meio pin up ou vintage, é virgem e está escrevendo um romance erótico. Porém, seus amigos (com quem divide o apartamento) Delaney e Henry a convenceram de que ela precisaria viver o “erótico” pra poder escrever sobre ele.
Faz sentido, uma vez que ela é virgem!
Mas ela é uma virgem muito sem noção! Tipo, MUITO sem noção. Ela nunca viu ao vivo ou tocou num "instrumento" masculino, e a cada descoberta dela, ela trata como um experimento mesmo. O que é muito divertido, porque no mesmo momento em que está prestes a tocar num cara e está cheia de vontade (se é que você me entende), ela fica analisando se é assim ou assado que deveria se parecer o dito cujo. Um exemplo: ela fica apavorada quando vê o dito cujo do cara e percebe que é torto!!! Ela fica com medo daquilo entrar torto e perfurar seus ovários! Tô rindo disso até 2048! A situação por si só é hilária, mas os pensamentos dela no calor do momento são de matar!
Ela é uma garota muito inocente, que acaba se enfiando em encontro após encontro afim de perder a virgindade, mas a cada encontro uma catástrofe! Ela sempre encontra o cara que acha perfeito e fofo como ela diz, mas só me mete em enrascada, tudo dá errado nos encontros, ou por desastre dela ou por forças da natureza! Se você ler o livro, quando chegar nessa parte vai lembrar de mim! É extremamente hilário! LOL!
Não vou falar de todos os encontros que ela teve, porque seria muito spoiler pra uma resenha só, mas vou falar do que nos tira suspiros durante a leitura. Henry.
Sim, um dos caras mais fofos que Rosie podia conhecer. Ele é melhor amigo dela desde o primeiro ano de faculdade e dividem o apartamento com Delaney, que também conheceram na facul.
Henry é lindo, elegante, gostoso, mulherengo e mantem um interesse secreto por Rosie desde sempre. E ele a chama por um apelido todo carinhoso: amor! Falando assim, pode parecer piegas e tal, mas no contexto é de fazer tremer.
Quando Rosie é empurrada pelos amigos a perder logo o V Card, Henry é o primeiro a cadastra-la num site de encontros. Ela tem um primeiro encontro, às cegas, com o amigo do namorado da amiga de trabalho, e Henry coincidentemente aparece no clube em que Rosie foi com os amigos e começa a “disputar” a atenção dela com seu encontro.
A partir daí, a todo novo encontro, ele tenta sabotar o cara, colocando defeitos, sendo todo protetor com ela querendo saber quem é o cara, aonde vão, essas coisas.
E isso acontece enquanto ele pega as loiras peitudas que costuma sair. Até aí, você até acredita que é proteção de amigo, mas as pessoas ao redor começam a desconfiar das intenções de Henry. Rosie também desconfia, mas sempre achou Henry muita areia pro seu caminhão e então, nunca levou a sério esses sinais.
Em alguns momentos, Henry dá sinais muito na cara, mas mesmo assim Rosie entende como flerte e brincadeira do amigo. Nesses momentos, dá vontade de dar um tapinha nas costas de Rosie e dizer: acorda, garota! É difícil... rs.
Tudo o que acontece com ela, ela relaciona com seu livro e escreve num diário. Tipo, será que essa palavra é usada para isso mesmo? Será que essa situação encaixa no meu texto? É divertido, porque no começo ela tenta escrever um romance medieval, depois, por insistência do amigo, passa a ler romance contemporâneo e muda o tema de seu livro. Mas a linguagem que ela usa é demais, do tipo “espada de carne”, “desafivelando seu cinto de castidade”, “espinheiro”, e por aí vai a imaginação da garota. Imaginam o que é isso?!
Entre seus desencontros e flertes com Henry, Rosie é, por muitas vezes, tida como tapada e inocente. O que não é uma mentira. Ao mesmo tempo em que não tem filtros na língua para tirar suas dúvidas bizarras (lápis no c*, vocês vão saber quando ler!) não tem coragem de dizer o que anda sentindo pelo amigo. E por mais que Henry dê sinais, ele também não joga limpo com Rosie. Aí se desenrola o chove não molha. Henry insinuando que poderia ensinar tudo de sexo para Rosie e ela se esquivando porque acha que é brincadeira do amigo.
Até que, enfim, eles ficam juntos e ela perde o V Card. Mas aí que acontece a merda. Um antigo encontro de Rosie reaparece e o bonitão do Henry fica P da vida. E vai embora, reata com a ex e muda de apartamento.
Rosie percebe a burrada que fez e se afunda em autopiedade, mas não tem coragem de se abrir pra ele.
O final é previsível, mas antes de chegar ao final, acontece uma coisa que eu pensei: WTF!? Será? Será que vai ser assim mesmo? Será que ele (a) vai fazer isso mesmo?
Mas até que chega o final, e tcharã! Leia e verá.
Ah! A cena da depilação (que acontece no início do livro) é surreal! Dá dor de barriga de tanto rir!
O epílogo é tão divertido quanto o livro inteiro, porém, na minha humilde opinião de leitora, acho que faltou um pouquinho mais. As descobertas e experiências de Rosie estão à toda, e é super legal como ela leva tudo com leveza, sem neuras mais e super curiosa. O epílogo fala de uma semana depois, e eu acho que poderia ter uma passagem de tempo maior, explorando um pouco mais como cada personagem se desenvolveu após o grand finale. E claro, nos contar um pouco mais de Rosie e Henry.

Espero que gostem!


Nota:



O post original desta resenha foi feito em 18/09/2015 e você pode conferi-lo aqui.

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