Resenha: Art&Soul

Capa Art&SoulTítulo: Art & Soul
Autora: Brittainy C. Cherry
Sinopse:
Eu sempre tinha sido a estudante de arte invisível no colégio. Ignorada. Camuflada. Despercebida. Agora eu era Aria Watson ...aquela garota.
Depois de uma má decisão e ser rotulada como puta, eu já não era invisível. Eu era a prostituta. A ignorante. A vagabunda. Eu nunca seria invisível novamente. Particularmente para Levi Myers. Ele era o garoto estranho com a bela alma que aceitava e compreendia a garota quebrada dentro de mim. Apaixonar-me não era o plano. Mas como eu poderia resistir as suas promessas de esperança? De perdão? De um futuro que eu tinha parado de sonhar? Nós estávamos quebrados. Estávamos com cicatrizes. Éramos algo estranho e bonito. Éramos duas almas perdidas, segurando a única coisa que poderia nos manter inteiros. Um ao outro.



Quando li a sinopse, achei que seria mais um drama adolescente com romance no meio. Achei que não conseguiria me concentrar na leitura nem gostar dos personagens adolescentes que são iguais em sua maioria. E tudo porque Sr. Daniels não me apetece. (A autora é a mesma do livro Sr. Daniels.)

Li algumas resenhas meio desacreditada que o livro era tudo isso, e me enganei. E muito.
Tem drama adolescente? Tem, de monte. Tem romance meloso? Tem. Tem mais drama? Tem.
Porééééém... a cada capítulo que ia lendo, fui me apaixonando mais e mais por Aria, que ganha o apelido de Art no decorrer na trama, e Levi, que é um absurdo de fofo!

Vamos aos pontos relevantes (hoje farei uma listinha, já que são muitos, assim ninguém se perde):

OBS: PODE CONTER SPOILER>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Tudo começa com amizade, o que é grande trunfo, já que normalmente a mocinha de apaixona pelo mocinho logo de cara.

O drama adolescente é um pouco diferente do que estamos acostumados (não vou dar spoiler aqui, de novo!) e ambos tem problemas, de diferentes gravidades.

Arte e música estão em todo lugar. Há descrições sobre a arte de cada um que são muito sensíveis e esclarecedores sobre como cada um se sente em relação a isso.

Há personagens secundários que mereciam um livro próprio (Simon e Abigail Esquisita).
Há uma adolescente grávida.
Há um pai com câncer.
Há uma mãe louca.
Há um suposto “amigo da família” que se mostra um escroto.
Há uma amiga com câncer que foi curada.
Há o tio meio hippie.
Há tantos fatores que cercam a trama que dá vontade de ter mais uns dois livros pra contar mais histórias.

Já falei que tem bastante drama? Pois bem. É tanto drama distribuído que você pensa que vai ficar doente só de ler. Mas não. Os casos são tratados com tanta sensibilidade e objetividade, que fica muito fácil ler. Os personagens não ficam remoendo seu problema, não tem essa de ‘ai, meu Deus, tô doente’, ‘ai, meu amor’, ‘ai, e agora, o que vou fazer?’, ‘ó vida, ó céus’. Esquece, porque não tem nada disso.

O casal mais fofo do momento tem seus problemas individuais, e que não são poucos. O coitado do Levi tem tanta coisa nas suas costas, que dá vontade de botar ele no colo! Ele tem tanta maturidade e amor ao próximo que é invejável! Só tenho coisas boas pra falar sobre o Levi.

A Aria (Art) que faz par romântico com o Levi também tem seus problemas, e o principal deles foi ser sempre invisível aos olhos do pessoal da escola. Até que... sem spoiler... passa a ser vista por seus colegas como prostituta e outras coisas. O motivo, na minha opinião, é meio banal pra ela ser tão hostilizada como é. Vemos isso o tempo todo! Não quero dizer que isso é ‘normal’, mas é o que tem acontecido com muita frequência.

Aria é família, é leal, é artista, é linda, é problemática, tem problemas. Paixão 1.
Levi é lindo, é fofo, é inteligente, é amoroso, tem problemas, é fofo, mas tão fofo, que tenho vontade de escrever só fofo fofo fofo...rs. Paixão 2.

O casal secundário foi tão bem incorporado ao livro, que não posso chama-los de coadjuvantes. Foram tão importantes quanto Art e Levi no livro inteiro. E como já falei acima, mereciam (na minha vontade de leitora) mais um livro!

Falando sobre o casal secundário: no início eles não eram um casal, e tiveram que cortar um dobrado pra ficar junto e no final, que merd*. Mas são lindos esses dois. O Simon é o tipo nerd, com TOC, que tem zero de interação social (além da Aria, de quem é melhor amigo e vice-versa). Ele tem mania pelo número 4, e no decorrer do livro você entende por que. A Abigail Esquisita é a pessoa mais otimista que eu conheço! Ela é realmente esquisita, desengonçada, parece até meio louca. Mas também tem sua explicação. E me apaixono por ela.

Abigail tem sacadas inteligentes, é inteligente, é companheira, é irônica, tem problemas.
Simon é esquisito, tem TOC, é inteligente, é amigo, é companheiro, tem problemas.

Todos esses personagens tem suas características e personalidades próprias, mas foram feitos um para o outro. A autora soube juntas quatro diferentes que formaram um todo nessa história. E por isso eu adorei e recomendo.

O final tem momentos tristes e felizes, nada daqueles finais clichês que vemos tanto por aí. Cada qual tem seu final “merecido”, não que o personagem tenha merecido aquele fim, mas sim que pelo decorrer da história, foi o mais adequado ter acontecido.

No geral, o livro é triste, tem drama pra caramba e tem romance. Tudo na medida. Nada mais, nada menos. Eu dou nota 10.

Beijos e boa leitura!

Nota:




O post original desta resenha foi feito em 13/08/2015 e você pode conferi-lo aqui.


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