Resenha: Como viver eternamente

livro-como_viver_eternamenteNome: Como viver eternamente
Autora: Sally Nicholls
Sinopse:
Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto.
Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder.
”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.


Oi gente, tudo bem? Eu estou... não sei. Após a leitura desse livro, é difícil dizer como me sinto. Vocês entenderão por que.

Encontrei esse livro numa daquelas promoções que tanto adoro, e, lançado em 2008, conta a história de um menino de onze anos que resolve escrever sobre sua própria vida.

Na primeira página, você já sente o impacto do que vem pela frente. É mais uma daquelas situações em que nenhuma criança deveria passar, e a turbulência que vivencia e o modo como lida com isso é um tapa na cara de quem lê. Já vimos isso por aqui em outras resenhas. E a sensação é sempre nova.
Sam é um garoto doente, que como dito na sinopse, está morrendo. Mas esse livro não fala sobre a morte, apesar de Sam se perguntar o por que dessas coisas acontecerem o tempo todo.

Esse livro fala da vida. De como um menino de onze anos e seu amigo de treze, aproveitam a vida que ainda tem pela frente.

Incentivado pela professora particular, Sam começa a escrever um livro sobre sua vida e histórias e fatos que têm acontecido com ele até o momento. Nesse livro, Sam tem várias listas, como por exemplo, cinco fatos sobre seu pai, ou as coisas que quer realizar antes de morrer.

Essa lista em particular (cinco coisas que quer realizar antes de morrer) tem coisas de criança mesmo, como ver o espaço ou construir um foguete, e coisas que parecem ter saído da cabeça de um adulto!

A lista inteira é de partir o coração, porque você pensa que esse garoto não vai conseguir cumprir!
Sam fez um amigo enquanto estava no hospital, Felix, que é um dos poucos que mantém, já que perdeu contato com os amigos da escola quando parou de frequentá-la.

Sam e Felix assistem juntos às aulas particulares e enquanto Sam escreve e leva a sério a atividade de escrever o livro, Felix dá várias dicas furadas e teorias absurdas! Felix parece o tipo de garoto que só acredita naquilo que vê, enquanto que Sam é mais otimista em relação as coisas.

A relação de amizade entre os dois é complementar. Enquanto Sam é otimista e curioso, Felix é mais pé no chão e baseado em fatos. Enquanto Sam quer ser lembrado com alegria após sua morte, Felix quer que todos chorem e façam discursos emocionantes no seu enterro.

Esse livro definitivamente não é sobre a morte. É todo sobre a vida que ainda têm pela frente, sobre as amizades que surgiram em decorrência da situação e da relação com a família.

Sam preza totalmente seu amigo Felix e sua família. Tenta manter todos próximos, mas ao mesmo tempo tenta levar a vida normalmente. Sua mãe é o tipo que faz de tudo para que Sam fique confortável e seu pai é o tipo que não fala sobre o assunto nunca. Enquanto o comportamento de sua mãe os aproxima, o comportamento do pai (de não tocar no assunto) os afasta um pouco. E Sam sente isso.

E Felix, ah Felix! No pouco tempo em que se conhecem e o pouco tempo que tiveram juntos no final, Felix se mostrou tão atencioso e dedicado à amizade, que só lendo! Toda doideira e absurdos que Felix fez para deixar o amigo satisfeito te fazem acreditar na humanidade. E vindo de uma criança é ainda mais impressionante.

Não vou falar mais sobre os detalhes, pois o recomendo totalmente. É um tema lindo, apesar do peso que uma doença tem, os personagens são marcantes, os diálogos muito ricos e o ponto alto do livro são as listas e as perguntas sem respostas de Sam.

A escrita é simples, porém, muito madura para um garoto de onze anos (o que te faz imaginar um adulto num corpo de criança) e as ilustrações e representações de folhas de caderno dão um charme extra.

Tentei não ficar triste com o final do livro, mas é impossível. Li o tempo todo com aquele caroço na garganta. Fiquei feliz também porque livros assim são inspiradores. De verdade.
Você conseguiria responder alguma das perguntas de Sam?

Boa leitura.
Beijos

Nota:




O post original desta resenha foi feito em 23/02/2016 e você pode conferi-lo aqui.




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