Resenha: Essa luz tão brilhante

cover-32-e1471177896930Nome: Essa luz tão brilhante
Autora: Estelle Laure
Sinopse:
O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido.
Essa luz tão brilhante é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado



Oi gente, tudo bem? Eu estou bem também. Mais ou menos. :p

Como é que você se desapaixona por um livro para não ter que sofrer com o fim dele? Pois é, essa é a minha mais difícil tarefa atualmente.

Lendo a sinopse você só imagina uma coisa: vai dar merda. Mas, felizmente, você se engana, porque Lucille é uma adolescente tão centrada e responsável que você nem acredita que ela veio desses pais tão disfuncionais.

Lucille foi pega de surpresa duas vezes: quando seu pai surtou e sumiu do mapa e quando sua mãe não aguentou o abandono do pai e caiu no mundo também, sem nem ao menos se explicar. Além disso, sua irmã de nove anos foi deixada aos seus cuidados, mesmo Lucille tendo zero de experiência em cuidar de alguém além dela mesma.

Eu só posso dizer que é excepcional o que pessoas boas de natureza podem fazer pelo próximo. O que acontece nesse livro é uma surpresa deliciosa de se ler, e eu não falarei nada sobre isso dessa vez. Sem spoiler.

As pessoas que cruzam o caminho de Lucille são as mais especiais da vida, todas com suas histórias particulares e seu passado pouco falado, mas é espetacular como elas se ligam à Lucille e Wren.
Wren, ou Wrenny, é a criança mais adorável do momento! Ela é encantadora, meiga e morre de medo de ser deixada pela irmã também. E vê em Lucille a irmã mais heroína da história. Percebi que a relação das duas cresce exponencialmente com toda essa situação, e é de cortar o coração o sofrimento de Wren em relação aos pais.

Wren criou o hábito de contar piadas sobre mães, e quando li a primeira quase tive um troço de tanto rir, mas com o passar da leitura, entendi o verdadeiro significado disso, e passei a ver essas piadas com outros olhos.

A sua mãe é tão gorda que saiu de casa de salto alto e voltou de chinelo de dedo.

Essa é uma das piadas contadas por Wren ao longo do livro.  Essa é a primeira, logo nas primeiras páginas, e você nem pode esperar pelo que vem mais à frente.

Lucille é guerreira, determinada, amorosa e coloca o bem-estar de sua irmã em primeiro lugar sempre. Nesse meio tempo, descobre o amor e ao mesmo tempo em que tenta resistir à ele, se entrega de uma forma tão bonita que é só suspiros.

- Sinto muito, lírio-tigre. Pela Eden. Mas estou orgulhoso, você fez uma coisa boa. – Não esperava me sentir do jeito como me sinto, porque ele me deixa sem fôlego com essas palavras. – De verdade – completa. - Você é uma guerreira. Talvez nós todos dependamos um pouco demais de você, porque sabemos que aguenta o tranco. A gente não devia agir assim. Quando eu sair daqui, tudo isso vai mudar.

O mais incrível em Lucille é que ela sabe do que é capaz. Ela tem plena consciência do peso que é cuidar da irmã, pagar as contas e manter a cabeça em ordem. Ela não se permite ter pena de si mesma ou ficar lamentando pelos cantos. É tanta sabedoria que, com certeza, não veio de seus pais. E ela teve seu merecido surto. Quem nunca? Mas assim como veio, foi embora. Ela surtou, parou, refletiu e seguiu em frente. Ela até compreende o que aconteceu com seus pais quando ela consegue parar para realmente pensar sobre isso.

Vou me prender ao chão porque sou capaz de fazer isso. E sei quantas mãos vão me segurar se eu cair.

O começo, meio e fim desse livro são imprevisíveis. Você não consegue nem ao menos supor o que pode acontecer. Mas uma coisa que você sente o tempo todo em que lê é amor. Amor pela família, pelos amigos, pelos desconhecidos, pelos vizinhos, pela vida.

O livro fala de família, abandono, loucura, responsabilidades, escolhas e principalmente sentimentos. Acho que por isso é tão difícil me despedir de Lucille e Wren. E de todos os outros.

Boa leitura!
Beijos

Nota:




O post original desta resenha foi feito em 23/09/2016 e você pode conferi-lo aqui.

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