Resenha: Fuga para o paraíso

Oi gente, tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo.
Hoje vamos falar de um livro de um parceiro querido, que nos permite imaginar como seria o nosso futuro, a luta pela sobrevivência e o que acontece hoje que poderia nos influenciar lá na frente.
Vamos conhecer?

Título: Fuga para o paraíso
Autor: Paulo Mateus
Sinopse:
Uma grande guerra quase levou os humanos a aniquilação total, destruindo a maior parte dos recursos naturais existentes no planeta. Com uma atmosfera densa que bloqueia a luz do sol e um ar tóxico os sobreviventes tentam reerguer a sociedade humana. Pequenos impérios na forma de cidades altamente tecnológicas surgem, as diferenças dessas sociedades e os desafios do mundo interior e exterior se tornam cada vez maiores, obrigando essas sociedades a financiarem campanhas militares para continuarem existindo.
Além de todos esses desafios uma nova droga surge e começa a se espalhar rapidamente entre as pessoas, abalando todas as estruturas de um mundo já decadente.
Meu primeiro pensamento: Putz, distopia. Não sou fã desse gênero literário porque na maioria das vezes se torna impossível imaginar as cenas, pessoas, atmosfera e alguns detalhes por conta de ser sobre coisas que não existem na nossa realidade. Mas o Paulo Mateus conseguiu dar um gostinho de realidade nesse livro.

A impressão que tive é que essa história não deveria ser contada em voz alta, que tem uma pessoa sussurrando um segredo. Ainda não sei se é por conta no tema em si ou da narrativa do autor. É como se minha imaginação estive chegando à narrativa!

Tudo acontece no mundo pós-guerra: pobreza, corrupção, roubo, falta de recursos, tráfico de drogas e luta pelo poder. O tráfico de drogas é bem explorado, principalmente por se tratar de uma nova droga, bem como a condição do viciado. É tão bem elaborado que há cenas que imaginei o seriado “Walking Dead”. O autor deixa claro que pensou bem em todos os efeitos da droga e do impacto na sociedade.

Outro tema abordado é a luta pelo poder das cidades remanescentes. Cada uma tem sua particularidade, mas as que possuem (ainda) recursos naturais são as mais atingidas pelas guerras internas. Vemos máquina lutando contra humanos, drones fazendo varredura antes e após a guerra, e pessoas comemorando a queda dessas cidades e consequentemente de sua população.

Apesar do tema do livro ser um só, há várias histórias paralelas intercaladas entre os capítulos, como o combate à droga, a invasão das cidades, a falta de pessoas para os diversos combates, e que me deixaram um pouco confusa para retomar os acontecimentos.

A história acontece no futuro, mas os problemas abordados são muito do nosso presente, e o autor soube leva-los àquele tempo de uma forma que nos faz pensar na necessidade de corrigi-los agora. Vemos o futuro quando os veículos são descritos e a poder de arma é citado, mas o presente está no comportamento humano na luta pelo poder e a dependência de drogas. São analogias muito claras do que vemos pelo mundo atualmente, além do poder das máquinas sobre os humanos.

Para os amantes de distopia, recomendo muito. O Paulo tem uma escrita clara e concisa, sem rodeios, mas ao mesmo tempo detalhada de forma que conseguimos imaginar todos os cenários. Gostei muito disso, pois permite que a imaginação trabalhe a favor do livro.

Paulo, e que final da Cristina foi aquele? rs.

Nota:



E aí, o que achou? Também curte ficção científica? Compartilhe conosco!

Beijos, boa leitura!

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