Resenha: Sonho de uma noite de verão

Título: Sonho de uma noite de verão
Autor: William Shakespeare
Sinopse: 
Para compor essa comédia, Shakespeare usou alguns elementos da mitologia grega. O herói grego Teseu prepare-se para casar-se com Hipólita, a rainha das amazonas. Egeu, um velho ateniense que prometera sua filha Hérmia em casamento ao jovem Demétrio, pede intercessão de Teseu para convencer a filha, que ama Lisandro, a cumprir a promessa do pai. 
Hérmia e Lisandro fogem para o bosque; sua amiga Helena e Demétrio também vão para lá. O bosque é frequentado, à noite, pelo rei dos elfos e pela rainha das fadas, que usam poções mágicas para encantar, confundir ou aproximar casais apaixonados, causando bastante confusão.
Oi gente, tudo bem com vocês? Por aqui estamos tentando não flopar na Maratona Literária de Inverno, rsrs. 
E estou aqui para trazer para vocês a resenha do primeiro livro que eu li nela, uma obra do grande Shakespeare. 

Eu não sei vocês, mas quando eu pego um livro de Shakespeare na mão, eu espero encontrar uma grande carga emocional vinda da trama, uma história de narrativa envolvente e complexa, dotadas e de vida e cheias de impacto... que basicamente é o que encontramos em Hamlet e em várias outras de suas obras. Mas, não é o caso de Sonho de uma noite de verão. 
Este livro tem uma história leve, engraçada e bem fantasiosa. O intuito dela é ser um sonho e por isso a própria narrativa e trama tratam o todo como um.

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. E, entre todos eles, talvez nenhum tenha ficado tão famoso quanto este, o Sonho de uma noite de verão.

A história se passa em Atenas e desenvolve tendo o casamento de Teseu com Hipólita como plano de fundo central, se ramificando ao explorar várias personagens com seus dilemas pessoais.

Oberon é o rei dos elfos e é casado com Titânia, a rainha das fadas. Juntos eles são responsáveis por manter o equilíbrio da natureza, mas atualmente brigados por desejarem a tutela de um mesmo pajem, estão causando grandes confusões no ecossistema e sempre que se encontram no bosque brigam ainda mais. Oberon estava determinado a conseguir o pajem, nem que para isso precisasse sacanear sua esposa com o uso de magia.

Em Atenas, após um apelo de Egeu para que Teseu faça valer a lei que tiraria a vida de Hérmia caso ela não concorde em se casar com Demétrio, a quem foi prometida pelo pai, a jovem resolve se encontrar no bosque e fugir com seu verdadeiro amor para poderem se casar e serem felizes num lugar em que as leis de Atenas e de Teseu não tenham valor. Ao desabafar com sua amiga Helena, esta a trai e conta para Demétrio os planos de fuga do casal. Demétrio sai furioso pelo bosque atrás de sua noiva e Helena o segue, mendigando seu amor e atenção, pedindo que deixasse Hérmia para lá e ficasse com ela.
Já no bosque, os quatro jovens passam por situações bem doidas peculiares causadas por engano por um elfo chamado Puck, que estava tentando auxiliar e cumprir as ordens de seu rei.

Enquanto isso, no mesmo bosque, um grupo de artesãos atenienses se reúne para ensaiar uma apresentação de teatro que gostariam de fazer para Teseu, como presente de casamento. Puck acaba topando com eles enquanto retornava ao lado de seu rei e resolve pregar-lhes uma peça, que acaba repercutindo em Titânia, e auxiliando indiretamente no plano malvado de Oberon.

Como ambos os grupos de atenienses irão lidar com a noite no bosque em meio as travessuras feitas pelos seres míticos? E como resolverão todos os seus problemas e terem sucesso naquilo que mais desejam?
Descubra! rsrs.

Analisando as personagens, certamente a que mais me irritou foi Helena, porque é uma garota descrita como muito bela, porém sem um pingo de amor próprio... a narrativa dela é extremamente sufocante - no mau sentido.
E o que mais me cativou foi Teseu, apesar de ele não ter tanto destaque na história, porque é um personagem centrado que respeita a lei de seus ancestrais mas ao mesmo tempo tem um bom coração e humilde. Além dele, Hérmia também me conquistou por ser uma garota determinada que tenta fazer o que quer e não o que lhe é imposto.

A versão que eu li (a da capa do post) é escrita em forma de narrativa e não de roteiro, como na maioria das versões impressas. Eu gosto mais assim, pois acredito que peças foram feitas para serem assistidas/encenadas e não lidas.

Apesar de ser bem diferente das mais clássicas obras de Shakespeare, como Hamlet e Romeu e Julieta, esta obra tem traços melancólicos e bem característicos de sua escrita renascentista. Explorando o ser humano e seus desejos em meio ao mundo ainda arcaico.
No todo, a história é engraçadinha e divertida, mas as trapalhadas de Puck ao mesmo tempo que divertem também incomodam. Senti falta de um grande e bom clímax na trama - tanto que o que eu considerei mais emocionante foi a peça de teatro encenada pelos artesãos -, mas ela não deixa de ser gostosa de acompanhar justamente por causa de sua leveza. E como é curtinha, pode ser lida em uma tarde tranquilamente, com o bônus de te arrancar alguns sorrisos e divertir um pouco seu dia com seu toque sonhador e mágico.

Nota:



E vocês, o que acharam? Já conhecem a obra ou o autor?
Se vocês não conhecem nada de Shakespeare, parem tudo o que estão fazendo e vão ler algo dele... sério! Certamente não irá se arrepender, além de enriquecer seu acervo cultural. :)

Não deixem de comentar com a gente suas impressões!

E nós seguimos firmes e fortes na #MLI2017. Uhul!
Beijo e boa leitura!

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