Resenha: Corte de Névoa e Fúria

Título: Corte de Névoa e Fúria
Autora: Sarah J. Maas
Sinopse:
Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano e incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Olá pessoal!

Hoje estou aqui trazendo mais uma resenha que já havia postado na plataforma antiga em agosto de 2016, mas que é necessário para consolidar em um único lugar essa fantástica trama. 
Recentemente eu trouxe o primeiro livro da trama e em breve estarei trazendo o terceiro. :)

A resenha do primeiro livro, Corte de Espinhos e Rosas, você pode conferir aqui.

RECOMENDO QUE NÃO PROSSIGA A LEITURA DESTA RESENHA CASO NÃO TENHA LIDO O PRIMEIRO LIVRO!

E vamos lá, depois não digam que eu não avisei!

Quando finalizei a leitura deste livro, no ano passado, uma pergunta pairou por muito tempo em minha mente: "Há quanto tempo eu não lia um livro que me deixava assim, me sentindo sufocada, ansiosa e que até mesmo me levasse às lágrimas?"
  
"Uau" é a sensação que este livro passa durante sua leitura e talvez uma bela ressaca literária te espere ao final dela.

Comecei a leitura sem saber muito o que esperar por causa da sinopse e também pela forma em que o livro anterior havia terminado. Demorei bastante pra conseguir pegar o ritmo de leitura, mas em momento nenhum eu achei a história maçante, muito pelo contrário, ela é completamente envolvente e cheia de reviravoltas.

Feyre está aprendendo a lidar com as consequências e com sua vida após tudo que viveu no tempo em que esteve Sob a Montanha. A autora descreveu com maestria como ela se sentia através da narração da própria personagem. Com o peso da culpa e horrores que presenciou, ela se viu quebrada/destruída e Tamlin, aquele que a motivara a enfrentar tudo aquilo para salvar a todos, estava… diferente. Ele também fora quebrado e teve seu instinto de proteção aflorado, devido a tanta impotência, tornando-se extremamente rigoroso e inseguro.

Graças a esses efeitos colaterais, os personagens mudaram bastante e mais de suas características são apresentadas durante a obra. Feyre se vê imersa em dúvidas e pesadelos e Tamlin não ajudou em nada decidindo que ela deveria ser “bela, recatada e do lar” a partir de agora, sufocando-a ainda mais. Colocando-a numa espécie de relacionamento abusivo.

Como se não bastasse tudo isso, o elo de desespero que a unia a Rhysand tornava tudo ainda mais desagradável, pois ela era obrigada a cumprir o acordo mensal que eles firmaram Sob a Montanha. Mas, foi através dele que ela pôde descobrir que a guerra se aproximava e que o rei de Hybern continuaria com seus planos, enquanto Tamlin a enganava dizendo que tudo estava em paz.

Sacudi a cabeça, incapaz de encontrar palavras cruéis o suficiente, inteligentes o suficiente para convencer Rhysand a acabar com aquele acordo.
O olhar dele ficou sombrio.
– Não sou seu inimigo, Feyre.
– Tamlin diz que sim. – Fechei os dedos da mão tatuada em punho. – Todos dizem que é.
– E o que VOCÊ acha?

Feyre se viu, primeiramente, percebendo que talvez ela pudesse ter um direito de escolha, e assim, tendo que decidir entre ser prisioneira em sua própria casa ou lutar. Lutar por sua família mortal que estava do outro lado da muralha e por sua nova família em Prythian. Mesmo amando Tamlin, a “nova” personalidade dela não a permitia ficar sentada de braços cruzados assistindo enquanto tudo acontecia, então ela opta por fazer novas e perigosas alianças e sai para descobrir cada vez mais sobre a guerra iminente que pairava sobre eles, sobre seus novos aliados e sobre o que aconteceu na guerra de 500 anos atrás… sem nem imaginar o que viria a seguir, enquanto precisava urgentemente aprender a controlar seus novos poderes como feérica.

Eu tinha feito tudo… TUDO por aquele amor. Tinha me despedaçado, tinha matado inocentes e me degradado e ele tinha se SENTADO ao lado de Amarantha naquele trono. E não conseguira fazer nada, não arriscara; não arriscara ser pego até que restasse uma noite, e tudo que ele quis fazer não foi me libertar, mas trepar comigo e…

Bem, neste livro somos apresentados a novos personagens e conhecemos um pouco mais da personalidade dos já conhecidos e as consequências que Sob a Montanha trouxe a todos. Gostei bastante de conhecer mais sobre os personagens, ver a mudança que a imortalidade trouxe à Feyre e também da forma em que todas essas coisas foram apresentadas durante a leitura. 
E, me apaixonei… me apaixonei ainda mais pelo Rhys.

Aquele era meu lar. Aquele era meu povo.
Se eu morresse defendendo-os, defendendo aquele pequeno lugar no mundo onde a arte florescia…
Então, que assim fosse.

Fiquei um pouco confusa com algumas informações que simplesmente saltaram no meio da obra como se já fizessem parte do “universo” mesmo sem terem sido apresentadas em momento algum, mas essas dúvidas são esclarecidas no decorrer da leitura e achei um tanto exagerado a quantidade de narrações de cenas de sexo e similares que ele contém, apesar de ter achado muito bonita a entrega e o sentimento apresentados durante todas elas.

Uma grande qualidade da autora é saber dosar os sentimentos dos personagens e transmiti-los aos leitores de maneira que a gente possa realmente sentir com eles. E ela faz isso muito bem, não só nas cenas picantes mas também nas reflexivas e, em geral, nas de interação entre eles. Somos tão capazes de sentir o que eles estão vivendo que, nos momentos finais da trama, eu me peguei devorando o livro, chorando e dizendo “não, não, não…”. Uma sensação tão arrebatadora e indescritível que há tempos um livro não me dava.

A capa nacional do livro é maravilhosamente linda e eu tenho o hábito de marcar quotes com post-its nos livros para escolher qual por aqui, mas neste livro eu marquei tantos que sinceramente foi bem difícil de escolher qual usar, hehe.

É um livro que fala sobre superação e amor. Sobre a capacidade de vencer uma depressão tão profunda,  não juntando os “cacos” de uma alma devastada e voltando ao seu antigo eu, mas sim criando algo completamente novo que traga novos motivos para lutar e viver. 
E foi justamente isso que fez com que eu entregasse meu coração completamente nesta leitura e chorar desesperada enquanto gritava com o livro e xingava a autora, rsrs. 

É reviravolta que não acaba mais nessa história!

Nota:



Não deixem de conhecer essa fascinante aventura de Feyre e comentem o que acharam da obra conosco! :)

Boa leitura, beijos!
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