Quatro por 4: Eu estive aqui

Oi gente, tudo bem? Por aqui, todas sumidas, mas bem.
Reaparecemos para falar sobre o livro do projeto desse mês, que foi escolhido pela Bia e lido por mim.
Vamos conferir?!


Título: Eu estive aqui
Autora: Gayle Forman
Sinopse:
Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.
Análise da Cah, do blog A Bookaholic Girl :
Eu estive aqui foi um livro um tanto que confuso para mim. A história que trata do luto de Cody, que perdeu sua melhor amiga Meg para o suicídio, me intrigou, não pela escrita e estilo narrativo da autora Gayle Forman, mas pelas escolhas que a protagonista toma após este trauma, escolhas estas permeadas por medo, angústia, frustração, raiva e culpa.  Foi uma leitura muito pesada, que mesmo depois de vários dias, me fez questionar, numa tentativa de entender o propósito da obra, se é que isso é possível, se pensarmos que a literatura é polissêmica.
Confesso que a obra me trouxe uma nova perspectiva quando soube que a história foi baseada em fatos reais, considerando muitos pontos levantados como tabus na sociedade: seja numa pequena cidade, ou em um grande centro mais “modernizado”, a importância da família e amigos, que são as pessoas mais próximas e a religião. Outro ponto que me chamou muito a atenção foi o papel central da internet para lidar com o tema do suicídio, abordado de maneira extremamente fria, crua e real, me deixando amedrontada com a mente doentia que algumas pessoas podem ter.
Essa é uma leitura não só recomendada, mas necessária para todos.

Análise da Geo, do blog Inícios Marcantes:
A leitura fluiu muito rápido, mas demorei bastante para digerir o modo como a autora escreveu sobre o tema suicídio e luto (e mesmo depois de tanto tempo, ainda me pego pensando na história). Fiquei horrorizada em algumas partes e o desenrolar final não me agradou muito. Não me agradou pelo simples fato de não ter a devida consequência para um personagem (Isso me deixou muito irritada, senti raiva e medo, pois, uma pessoa como aquela não poderia ficar impune). Outro ponto que me deixou doida da vida, foi algumas atitudes da Cody, eu ficava com o coração na mão toda vez que ela se colocava em perigo.  Mas de modo geral, foi uma experiência interessante, já que foi minha primeira obra lida da Gayle Forman. Sim, é uma leitura super pesada, vai deixar você abalado, mas recomendo bastante, pois, infelizmente o tema central ainda é tido como tabu. Precisamos conversar sobre suicídio, mas conversar sem medos, receios, para que assim, possamos ajudar as pessoas. Super recomendado!

Análise da Bia, do blog Books and Birds:
Em Eu Estive Aqui diferentemente de outros títulos que já li que abordam como tema principal o suicídio, neste livro a autora ao invés de focar nos pensamentos e na história da pessoa que comete tal ato, ela nos mostra o outro lado, o lado de quem fica e que sofre pela perda, quem tenta compreender e tenta não se sentir culpado por não ter enxergado o intenso sofrimento de alguém tão próximo e não ter feito nada. Além disso, a mesma explora também um aspecto que infelizmente ainda é muito presente na sociedade, estou falando da forma com que o suicídio e a depressão são discutidos, os mesmos ainda são tratados como um tabu e nem todos compreendem a gravidade e a importância de discutirmos tais assuntos e aceitam que ambos são doenças e que precisam ser tratadas.
A cada novo capítulo do livro um novo sentimento é despertado, o leitor sente angústia, dor, tem vontade de chorar e tenta abstrair, pensar que é somente uma história, contudo é difícil porque infelizmente é retratado uma realidade que se repete diariamente e que somente será alterada se for levada mais a sério.
Foi uma leitura intensa, tocante e confesso que o desfecho me sensibilizou muito, foi o ápice para me deixar pensando na história por dias e imagino que será um daqueles livros que sempre me trará lembranças tristes e ao citar isso não quero dizer que é algo ruim e que não recomendo a história, pelo contrário, penso que a finalidade desta experiência é sim causar um impacto para que um assunto tão sério seja debatido e para que pessoas possam ajudar e/ou serem ajudadas.
Para finalizar, mais uma vez a autora me surpreendeu com sua escrita fluida, escrita esta que consegue nos envolver do começo ao fim de tal forma que é como se realmente estivéssemos vivenciando o drama ao lado dos personagens.

Minha análise:
Eu estive aqui conta como Cody tenta entender e aceitar a morte da melhor amiga Meg, seguindo as mensagens deixadas por ela e seguindo seus útlimos passos. Cody não entende o por que do suícidio, mas percebe o quanto não sabia da vida da amiga. E isso a frusta o tempo todo.
Nessa jornada, Cody conhece os amigos de Meg e os lugares que frequentava. Conhece também os novos gostos e o relacionamento que Meg tinha com as pessoas com quem convivia, e em especial Ben, com quem Meg trocou muitas mensagens antes de morrer.
Percebi que o foco do livro não é o suicídio em si, mas como as pessoas que ficam lidam com a situação e o peso da culpa por não terem feito mais por aquela pessoa. Percebi também que a culpa faz você correr riscos absurdos para obter respostas e então, um pouco de conforto.
Cody mergulhou de cabeça nessa procura por respostas, tanto por conforto próprio como para dos familiares de Meg, que após o suicídio apenas sobreviviam à tudo. E é nessa procura que o mais improvável acontece: Cody percebe que apesar da nova vida de Meg estar muito distante do que quer para si, algo ou alguém em comum com Meg lhe desperta sentimentos que fazem toda a diferença ao longo do livro.

Achei a leitura pesada, muito intensa! Li o livro inteiro com aquele aperto no peito por ser assunto tão delicado e por não saber o que esperar do final. O final foi o que mais me surpreendeu, pois a delicadeza que faltou para falar do suicídio, foi toda dedicada ao desfecho.

E aí, gostou das nossas resenhas? Já leu esse livro? Compartilhe conosco suas impressões!
A próxima leitura é sugestão da May, aqui do Coelho. Vamos ler juntos?



Título: O garoto dos olhos azuis
Autora: Raiza Varella
Editora: Pandorga
Ano: 2014
Edição: 1
Número de páginas: 352
Tema central: Romance










Beijos e boa leitura.

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