Resenhas: Karina Heid


Título: Sessenta noites em Trindade
Sinopse:
Pelos próximos dois meses, Stella estará isolada do resto do mundo. Parte de uma missão da Marinha com destino ao ponto mais distante da costa brasileira, ela não espera nada da viagem além de praias desertas, tartarugas marinhas e eventualmente alguns goles na bebida contrabandeada pelo seu doutorando pateta.
Na noite anterior ao embarque, ela decide perder a única coisa que não faz questão de levar na mala: sua virgindade. Ao encontrar em uma festa um homem que a faz tremer nas bases, ela não pensa duas vezes antes de se aproximar. O que ela quer é simples, certo?
Eric não tem ideia do que está fazendo naquela festa. Aborrecido com a insistência do celular, ele tenta entender em que momento baixou a guarda e se deixou envolver com a filha mimada do Almirante. Que parte de 'não quero um relacionamento' ela não entendeu? Por que é tão difícil acreditar que, para ele, o mundo dos romances é uma miragem?
Naquela noite única, os mundos de Stella e Eric irão colidir.
Um encontro que supostamente não deveria ver a luz do dia, muito menos as praias ensolaradas do paraíso remoto chamado Trindade...


Título: A última peça
Sinopse:
ROMANCE VENCEDOR DA FLIC-ES 2016
O que nos faz saltar sobre o desconhecido? Aceitar riscos e acreditar que podemos voar?
Anos atrás, João Pedro e Bia saltaram. Eles se conheceram aos 14, namoraram sete anos e há outros sete tentam se esquecer. Um ascendeu na carreira, mudou de cidade e de nome, e acredita ter deixado os fantasmas para trás. O outro teve que aprender a viver sem suas memórias, inteiramente apagadas pela queda.
Anos depois Pedro e Bia voltam a se encontrar. Ela procura emprego na editora onde ele trabalha, sem saber que quem a entrevista é seu ex-amor. O que deveria ser um encontro hostil torna-se uma série de mal-entendidos, e eles acabam se reaproximando. Mas como perdoar tudo que fizeram ao outro, se apenas um deles se lembra dos fatos? Como lidar com sentimentos que ressurgem desordenados,que nos fazem questionar quanto de nossa essência vive a despeito da memória?
A Última Peça é uma história sobre um universo que privilegia quem ama muito, e sempre. É sobre abraços que recolocam a vida no lugar e devolvem a esperança em dias melhores. É, principalmente, a prova de que a vida é escrita por muitas mãos, e que sempre temos a chance de reeditá-la.
Quem pode afirmar que saltos são prenúncios de tragédia, que tragédias acontecem sem propósito e que por amor não ganhamos asas?
Se a vida lhe desse uma segunda chance, você saltaria?

Oi gente, tudo bem? Tudo bem por aqui também.
Hoje apresento a vocês um post diferentão: comprei quase todos os e-books da autora Karina Heid e confesso que comprei principalmente pelas capas, mas depois de lê-los, PRECISO falar sobre eles.
Então, vou falar dos dois primeiros que li, num post único mesmo. E aí, vamos conhecer essas maravilhas?!

*** Sessenta noites em Trindade ***

Stella tem dois "problemas": a virgindade e a falta de juízo. E como dito na sinopse, seus dois problemas a aproximam de Eric, que de longe, é o cara mais fod* do momento.
Eric é bonito, gostoso, tem aquele quê de misterioso e cara de poucos amigos, e no decorrer da história, ele nos prova ser exatamente isso. Acho que é exatamente esse conjunto que atrai Stella.
Depois de seu "quase" sucesso na missão "virgindade", se vê obrigada a conviver com Eric numa expedição em prol da ciência, em que ele nada mais é do que a autoridade local.
Dizer que a confusão foi instalada no momento do embarque é pouco. Eric tem algumas pontas soltas, que não sabe como resolver, assim como não consegue se manter longe de Stella. 
Enquanto isso, Stella matuta o que pode ter parado Eric e qual a razão de sua indiferença para com ela. A descoberta vem em doses homeopáticas.
Eric tem problemas com relacionamentos e principalmente em expor seus sentimentos. Vem de um relacionamento ruim e algumas perdas que o deixaram perdido e faz desses os motivos de tanta lenga-lenga.
Sim, lenga-lenga sim. Porque um cara que não enxerga o que está a um palmo da fuça é muito mole, ou não quer ser feliz. Dá pra entender perfeitamente seus medos e receios (que aliás, a autora faz isso com maestria) mas será que vale a pena viver nessa concha pra sempre?
Enquanto isso, Stella não tem o menor problema com relacionamentos, mesmo que seu último tenha sido uma perda  de tempo. É até bonitinho quando ela cai em si sobre seus novos sentimentos.
A escrita é deliciosa, cheia de passagens engraçadas e diálogos dignos de risadas! É um livro sem enrolação, sem muitas reviravoltas mas cheio de humor e emoção, e é hot minha gente, como é! Os personagens secundários são  pouco explorados mas fazem um papel fundamental na história, e com certeza, faria falta não tê-los.
Me senti um pouco insatisfeita com o final. Achei um pouco corrido para quem passou 60 dias no perrengue e mais 60 à espera. Senti que o final se resumiu em apenas um dia; talvez um epílogo complementado a história de Eric e Stella tenha me deixado mais satisfeita.

Nota:


*** A última peça ***

Pode um livro ser tão sensível e ao mesmo tempo parecer um furacão? Pode sim.
Karina explora cada personagem com delicadeza e muita minúcia, ao ponto de conseguirmos dar rosto aos personagens e nos familiarizar com muitas situações. Fala de assuntos como trauma e traição, por exemplo, com muita sensibilidade, sem banalizar o que cada personagem passou em cada uma das situações. E apesar de alguns trechos divertidos, o livro fala basicamente de tragédia, do jeito que eu gosto.
João Pedro (que agora é só Pedro) e Bia se conhecem desde sempre, mas por conta dos acontecimentos se distanciaram, mudaram de vida e após sete anos sem saber um do outro, se reencontram. Bia não lembra dele, mas "sente" ele. Isso você entende no decorrer do livro.
Até a metade da leitura, você não consegue entender em que momento a vida desse casal foi separada. Pedro tem um ódio mortal de Bia, e Bia mesmo não se lembrando de Pedro, sabe que tem esse sentimento pelo cara que causou seu acidente. Mas... como a vida prega peças, eles se reencontram e Pedro resolve omitir que já se conhecem e que um é a causa do ódio do outro.
E então as presepadas começam. Pedro inventa mentira em cima de mentira para manter Bia por perto, e Bia começa a se envolver demais com Pedro, mesmo que platonicamente. 
Há momentos em que as coisas ficam bem feias, e Pedro passa a querer que Bia se lembre de tudo, e principalmente dele. Ele se desespera, desiste e há um divisor de águas.
No final, Bia escreve um livro. Não vou dizer o que acontece até esse momento nem sobre o que o livro dela fala. Mas se você não simpatizou com Bia desde o começo do livro como eu, nesse momento passa a vê-la com outros olhos. Não imaginei em momento nenhum que Bia tinha tudo isso do livro guardado dentro dela. É tanto sentimento, amor, emoção e sinceridade em suas palavras, que eu só pude sentir. E chorar.
E o epílogo, minha gente?! É de arrepiar. 
O livro é narrado ora por Pedro ora por Bia, intercalando fatos do passado e presente, mas o epílogo que me ganhou foi o de Pedro.

Nota:

Beijos.
Boa leitura!

Obs: As obras da Karina você encontra na Amazon.

*** Atualização: ***
Sessenta noites em Trindade terá continuação: Meu Capitão! Toda semana, um novo capítulo no Wattpad!
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