Resenha: O Sinal do Pajé

Título: O Sinal do Pajé
Autor: Daniel Munduruku
Sinopse:
Na juventude, vivemos mudanças físicas e emocionais que, muitas vezes, enchem nosso coração de aflições. É assim nos quatro cantos do planeta. 
Nas aldeias indígenas brasileiras, é costume que os curumins, garotos prestes a entrar na fase adulta, sejam introduzidos à “casa dos homens” por um rito de passagem que inaugura essa nova fase. Nessa época da vida, os jovens que vivem nas aldeias passam pelas mesmas aflições que qualquer jovem da cidade. Perguntam-se sobre que futuro os aguarda e o que a liberdade lhes reserva. O pajé e os velhos dizem-lhes que é preciso continuar acreditando na Tradição, em seus valores e na sua cultura. Mas, mesmo assim, eles vivem aqueles conflitos que angustiam as pessoas quando precisam optar entre dois ou mais amores na vida: Tradição ou modernidade? Pais ou amigos? Crescer ou permanecer criança?

Qual a sua resposta? O que você diria a um jovem indígena que vive angústias semelhantes às suas?
Olá, pessoal! Há quanto tempo! Acredito que faça quase um ano que não faço alguma resenha. O negócio é que a vida adulta é cheia de surpresas, e quando a gente acha que vai conseguir superar todas as dificuldades, vêm ainda mais!

E, falando em vida adulta, resolvi intercalar com o tema deste livro, o qual também é cheio de dúvidas e dificuldades que Curumim, o protagonista, em seus plenos quase 15 anos, precisa passar.

Este livro não é tão grande (ele tem 53 páginas!), mas a sua escrita simples e bem elaborada, juntamente com a arte simpática de Taísa Borges, faz com que ele seja especial. Não é porque é um livro infanto-juvenil que não vamos ler uma obra como esta, não é, gente? Além do mais, ela é escrita por um índio. Daniel Munduruku escreve sobre a cultura indígena sem o mínimo pudor em falar que vários deles se rendem às culturas, aos sabores e aos ritmos dos brancos, muitas vezes se esquecendo de sua própria raiz.

Como Curumim ainda é uma criança quando o livro se iniciou, logicamente que haveria diversas perguntas em sua mente, mas que os mais velhos não têm medo de responder. E a cultura onde os homens são viris e fortes, tendo que aprender a arte da guerra, e as mulheres que precisam aprender coisas como cozinhar, bordar e etc, e a qual é passada de geração a geração, não permitindo-se morrer por causa dos ventos da prosperidade enviados pelos brancos, também é questionada pelo pequeno Curumim.

É importante não deixar que os laços morram, não apenas pela cultura, mas pelo que faz o próprio ser humana, e é sobre isso o que fala o Sinal do Pajé.

Nota:



E gostaria de agradecer à Beatriz Constante, minha Amiga Secreta, que deu o livro.

Até a próxima!
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