Resenha: O garoto que tinha asas

Título: O garoto que tinha asas
Autora: Raiza Varella
Sinopse:
Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O Garoto dos Olhos Azuis chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um terrível acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.
Olá pessoal, tudo bem?

Acabei de finalizar a Trilogia Encantados e estou muitíssimo encantada, como é o proposto pelas obras. Por isso, estou trazendo hoje a resenha do seu segundo livro: O garoto que tinha asas.

O primeiro livro foi livro e resenhado pelo Projeto Quatro por 4 e de cara eu me apaixonei. Eu adoro histórias românticas com um "quê" de conto de fadas. 


E eu recomendo fortemente que você não prossiga com a leitura desta resenha caso não tenha lido O garoto dos olhos azuis. Não que eu vá lotar aqui de spoilers, mas é que as histórias são sequenciais e diretamente ligadas.

Dito que eu avisei, a leitura é por sua conta e risco, vamos lá!

Eu não concordo de jeito nenhum com as sinopses que dizem que os livros são releituras, acho que serviram sim de rápida inspiração para o romance, mas as obras de Raiza têm seu brilho próprio e a sua realidade presente e marcante destoa completamente de um conto de fadas água com açúcar. 

Depois de sermos apresentados à história de Bárbara e nos deliciarmos com sua grande história ao lado de Ian, retornamos à vida da família Bittencourt sendo guiados por seu irmão Augusto, o Monstro, e pela "Garota sem nome". 

A Garota sem nome é preocupada, misteriosa, tem manias estranhas e um senso de necessidade de sobrevivência melhor do que de muita gente na selva. Somos apresentados às suas manias logo no início e também não demoramos a perceber que ela está fugindo de algo tão pesado que a leva a agir de tais formas. 
Augusto, como sabemos, é tido como monstro por não se preocupar com sentimentalismo e não se apegar a nada, vivendo uma vida fácil através da luxúria e se dedicando exclusivamente ao seu trabalho.
  
Seus caminhos se cruzam durante a fuga da garota e Augusto, sentindo uma forte e estranha necessidade de ajudá-la porque ela se acidentou, acaba preso a uma promessa temível e sem volta que precisa ser cumprida, goste ele ou não. 
"Ele tinha asas grandes o suficiente para me esconder, para salvar a minha vida e isso bastou para que eu ao menos conseguisse respirar novamente." 
Tal promessa mudará a sua vida e a Garota sem nome trará a ele um sentido para a vida totalmente diferente do que ele imaginava e vivera até então.

A trama deste livro, diferente do anterior, é carregada de segredos pesados e de medos. Mas mantém a fórmula de incessantes reviravoltas e principalmente de amor. 
Apesar de eu ainda preferir o primeiro livro, este também é deveras envolvente e diversas vezes eu desejei poder bater muito em Augusto, mas o cara é legal e um tipão, apesar dos pesares. E me rendeu. 

A narrativa é em primeira pessoa e em capítulos alternados para termos a visão dos personagens da trama. 

E mesmo toda a história do livro ser cativante e te sufocar até o fim por te fazer ansiar mais e mais por ela, há pontos negativos que precisam ser colocados em pauta:
  • A autora claramente tem dificuldades em demarcar detalhes na sua narrativa, porque São Paulo de forma alguma é perto de Florianópolis, são cerca de 9 horas de viagem de carro, e ela faz com que os personagens viagem de uma cidade a outra como se fossem dentro do mesmo estado. Percebi isso no primeiro livro e é algo que persiste até o último livro da trilogia, infelizmente. 
  • Novamente encontramos erros de digitação que não foram bem revisados antes da publicação do livro, lembrando que os li em e-book e não a edição publicada pela Pandorga.
  • As crianças do livro, em especial a Valentina, são muito pequenas nessa parte da história para terem um raciocínio tão rápido e desbocado como tem... por favor, deixe as crianças serem crianças e as apresente como tal. Outra coisa estranha é que o garotinho é apresentado como tendo 3 anos e "pouco mais de 1 metro de altura", gente... é filho de um gigante essa criança?!

Por isso, senti como se a autora não tivesse se atentado aos detalhes do que estava escrevendo. 

De qualquer forma, é um romance abrasador que nos consome, não só temos o desenvolvimento do casal principal, como também podemos rever os personagens principais do primeiro livro... a história da família literalmente continua e não para no "e foram felizes para sempre" de Babi e Ian. 
Sempre bom poder ver que as características marcantes de cada personagem se mantém e ter novas diversões e dramas com eles. 

Até porque quando se trata de algo escrito pela Raiza, você realmente pode esperar muitas reviravoltas e a necessidade de ter um estoque de lencinhos. 

Nota:




E você leitor, o que acha da trilogia Encantados da Raiza Varella? Não deixe de comentar!
Se não conhece, não perca mais seu tempo, porque ela é literalmente encantadora! ;)

Boa leitura, beijos!

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