Resenha: O último herdeiro e a pedra anuladora

Título: O último herdeiro e a pedra anuladora
Autor: Renato Lira
Sinopse:
No ano de 1732, Caio Duntis, um jovem aprendiz, descobre possuir poderes mágicos, assim como a sua linhagem. Em uma visão de guerra futura, ele vê o seu ultimo herdeiro manifestar poderes ao completar 17 anos. Alguém perverso esta vigiando essa linhagem ha muito tempo e deseja apoderar-se desses poderes. A linhagem dessa família faz parte de uma profecia, e seus membros precisarão salvar suas vidas e prepararem-se para a grande guerra que se aproxima, e ainda assim, levarem uma vida normal como outros jovens.
Oi gente, tudo bem?

Sei que estou devendo a resenha deste livro, que é de autoria do nosso parceiro Renato Lira, há um tempão, mas aqui está ela finalmente!

O livro é narrado em terceira pessoa e macro dividido em duas épocas: 1732 e 2063.

Começa em 1732 nos apresentando o objetivo da trama: proteger o tesouro que está ligado à linhagem da família de Caio e de Roberto. 

Porém, senti que essa parte da história foi muito rasa (talvez propositalmente) mas tem um ar de "surreal" para a época em que se passa e isso não foi legal, pois não consegui absorver o ambiente...
Os elementos linguísticos e forma de comunicação dos personagens em nada retratam a época. Além do contexto em que a trama vai se desenrolando, com tudo acontecendo fácil e rápido demais. Os personagens são fracos e sem carisma, talvez eu tenha pego esta conclusão pela forma atropelada em que tudo foi acontecendo.

Diversas vezes eu quis desistir da leitura por não conseguir engolir o cenário mal apresentado e os personagens chatos.
Apesar disso, nós temos a oportunidade de saber como Caio e Roberto prepararam tudo para a hora da batalha final contra o vilão Lúcio Rizis no futuro - que é onde o livro quer chegar - e também para começar a entender do que se tratam esses tesouros todos e como eles concedem os poderes aos seus portadores. 

Depois temos um salto no tempo e vamos ao ano de 2046, em que temos o nascimento de Eric, o último herdeiro do ciclo do tesouro, até chegarmos em 2063 quando seus poderes começam a se manifestar e Lúcio vai atrás dele para obter o tesouro. A propósito, caso não tenha ficado claro, Lúcio é "imortal". 

Como se trata do futuro é até fácil nos deixar levar pela imaginação e aceitar o mundo futurístico desenhado pelo autor.
É aí, porém, que começam os maiores furos na trama... O autor quer que o mundo dele seja de um determinado jeito, tudo bem, mas ele precisa ser conciso e coerente para levar o mundo daquela forma até o fim. E conforme a trama vai se desenrolando, sem querer prolongar muito este ponto, fica claro que o autor não se ateve aos detalhes do que ele escreveu anteriormente, causando tais furos. 

O livro começou a me cativar próximo ao final, quando mais personagens relevantes foram apresentados como, por exemplo, a galera da Defesa. E quando enfim podemos entender o que de fato são os tesouros e o porquê de Lúcio estar atrás dele, alegando ter direitos.
Mas a forma da narrativa ainda fazia tudo parecer muito mais fácil do que imagino que deveria ter sido, o todo não foi muito bem apresentado.

É confuso também que o autor tenha misturado tanto misticismo com cristianismo durante a narrativa, principalmente porque os cristãos consideram esse tipo de coisa como pecado, paganismo, bruxaria e etc etc etc, mas não é tão relevante.

Na versão que recebi para leitura, em pdf, tem diversos erros de escrita e, além disso, por muitas vezes misturava-se falas de personagens diferentes, deixando-me confusa sobre quem estava falando naquele momento.

De conclusão, posso dizer que: 
  • Classifico a obra até o momento como algo no nível "sessão da tarde", por todos os pontos apresentados. Mas, ignorando os pontos falhos, a ideia da história é legal, só precisava ser melhor desenvolvida para prender mais a atenção do leitor.
  • Sinto que o autor tem muito a amadurecer em sua escrita para conquistar mais o leitor, não deixando passar tantos furos e também contextualizar melhor sua narrativa tanto no desenvolvimento dela como também na "localização" do tempo-espaço.
  • Vale a pena a leitura porque as coisas começam a se desenrolar e ficar interessantes no final e ainda te instigam a esperar por uma continuação porque algumas coisas ficam sem resposta e geram certa curiosidade, mas o leitor precisa ter em mente que é necessário desconsiderar os detalhes para poder focar na história e não desistir. 

Obs.: O autor escreveu este livro há 10 anos apesar dele ter sido lançado somente ano passado, o que pode vir a justificar os pontos que levantei. Então, para os próximos, talvez possamos esperar mais desta história e da escrita do autor que deve ter evoluído através dos anos de prática e das críticas. :)

Nota:



E aí, o que achou da resenha? Já conhecia o livro? 
Deixe-me saber sua opinião, não se esqueça de comentar!

Boa leitura, beijos!
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