Resenha: Não me dê flores!

Oi gente, tudo bem? Por aqui, super bem.
Nas minhas próximas resenhas vou falar de livros nacionais que tenho lido e que tem chamado muito minha atenção. E sinceramente, sou pouco crente em nacionais por medo da necessidade que alguns autores tem de "imitar" expressões e trejeitos da gringa. Acho que se foi escrito por um brasileiro, as gírias e palavrões devem ser os mesmos que falamos por aqui. Fica mais natural e mais crível.
Vamos começar?

Título: Não me dê flores
Autor: C. Caraciolo
Sinopse:
Tom é um ex-jogador de futebol americano acostumado com a presença de “alpinistas sociais”. Ele, inclusive, conhece cada tipo possível de mulheres interesseiras, da boa moça até a marrenta, passando pela falsa nerd, o tipo mais comum na universidade onde conclui seu doutorado, a Caltech.
Júlia é uma mulher que simplesmente não liga a mínima. Dona de uma língua afiada, olhos que não perdem nada e um filtro que funciona só quando quer, ela não está nem um pouco interessada naquele ricaço metido a besta. Júlia somente deseja terminar seus estudos e voltar para o Brasil, antes que enlouqueça em solo norte-americano.
Tudo segue normalmente, até que em um encontro nada oportuno, Tom rapidamente classifica Júlia como mais uma das mulheres que querem um pedaço de sua fortuna, enquanto Júlia vê na sua frente apenas mais um homem arrogante e preconceituoso que quer um pedaço... bem... dela.
O que nenhum dos dois imagina é que há muito mais por trás do que as aparências mostram e que, sim, a paixão pode surgir mesmo entre duas pessoas tão diferentes. Não seria a primeira vez, certo?







A sinopse não poderia ser mais resumida e esclarecedora do que é! 
Tom e Júlia são duas pessoas completamente diferentes e ao mesmo tempo complementares. Ambos tem ideais e posições sobre um assunto que defendem com unhas e dentes.
Vale salientar que não se trata de adolescentes ou jovens adultos. São homem e mulher na casa dos trinta e que já passaram por muita coisa nessa vida.
A forma que se conhecem é hilária! E as provocações de um com o outro nos faz repensar se são realmente adultos trintões. Chega a ser um pouco cansativo, pois você sabe o que vai acontecer no final.
Júlia chega a ser "muito". Muito boca aberta, muito língua afiada, muito provocadora, muito reativa. Às vezes até dá pra entender por que, mas no geral é o jeito dela mesmo, o que deixava a personagem massante em determinados momentos. Sabe quando você fica o tempo todo rebatendo o que o outro fala, mesmo você estando errada? Júlia é um pouco assim, e não aceita não ter a última palavra.
Já Tom, só tem uma preocupação na vida: as alpinistas sociais. Passei a odiar esse termo, porque foi dito muitas e muitas vezes no decorrer do livro, achei que poderia ser menos. Até Júlia se cansou!
Mas Tom é um cara para casar. Se preocupa com todos com quem convive, e assim que conhece Júlia, passa a se preocupar com ela também. Tom também é provocador, gosta de jogos de sedução, mas muda de postura quando percebe que ali tem algo mais. E é muito romântico!
Muitas coisas acontecem até que a paixão seja assumida, e apesar dos clichês (tem sim e eu adoro!) a forma como a autora os desenvolveu fez desse romance uma gracinha.
A razão do nome desse livro é explicado e não me convenceu. Mas mesmo assim, Tom soube como lidar com isso da forma mais fofa possível.
A leitura é rápida de tão gostosa que é. Você quer saber o que vai acontecer, qual será a próxima da Júlia e como será a reação de Tom. Mas também é gostosa por conta do humor, dos personagens secundários e pelos muitos termos brasileiros que a autora usou.

Beijo

Boa leitura!

Nota:






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