Resenha: Sem vida

Oi gente, tudo bem? Por aqui, só suspiros.
Vou dizer por quê:


Título: Sem vida
Autora: Dani Assin
Sinopse:
“ Diga-me quantos anos podemos viver sem que estejamos de fato vivos? Quanto tempo você acha que um homem pode rastejar pelo mundo e fingir para todos que ainda está bem?
Acho que a resposta é para sempre.
A receita é simples, mas extremamente dolorosa de preparar. Acordar e sorrir para o espelho e pensar na dádiva que é começar um novo dia.
Besteira.
Não existe dádiva nenhuma em viver se você só rasteja, embrenhando-se por todo canto desse mundo, procurando arduamente que um dia toda a dor desapareça feito fumaça.
É assim, não é? O tempo cura tudo.
Ouvi isso tantas vezes que se ainda hoje alguém repetir essa frase para mim, faço-o engolir cada palavra. Porque o tempo não cura nada, o tempo só faz essa erva daninha aumentar e nos consumir cada vez mais.
O tempo até agora só me mostrou que essa conversa retórica é uma baboseira inútil de quem nunca perdeu nada, nem ninguém.”
A dor da perda é dilacerante. Não existe sentimento mais devastador do que não ter ao seu lado a pessoa amada.
Oberon teve sua vida desfeita em questão de minutos. A partir daí, a angústia e o sofrimento pela perda da pessoa que mais amava o transformaram num homem partido em mil pedaços, preso no passado.
Mas, quando Agatha surge como um anjo, pouco a pouco ela será capaz de lhe devolver a vida e trazer luz à escuridão que o rodeia.
Uma linda história sobre a redescoberta do amor e renascimento daquele que passa por uma das piores dores que um ser humano pode sentir.
Nossa, que turbilhão de emoções. Estou sem fôlego.
É realmente uma linda história de superação, mas mais ainda, é sobre perdoar a si mesmo. E Agatha teve um jeito todo especial de fazer com que Oberon caísse em si.
Oberon é um cara lindo, por dentro e por fora, mas a culpa e o luto não o permitem enxergar o que acontece à sua volta. Mas Agatha aparece, e ele a enxerga. E aos poucos começa a se desprender de coisas que estão fazendo mal.
Agatha é muito engraçada e espontânea, fazendo às vezes papel de boba. Ela é do tipo que não nega ajuda a ninguém e não consegue guardar para si seus pensamentos e opiniões.
Oberon é o tipo coração bom também, mas por conta do luto não permite que as pessoas se aproximem e estreite as relações com ele. Mas Agatha consegue chegar até o barbudão.
E é lindo de se ver! O desenvolvimento da amizade e dos sentimentos é tão puro, sem pretensão, que você se vê desejando isso também. E saber que existe reciprocidade é melhor ainda.
A descrição dos sentimentos, tanto de Agatha como de Oberon, foi escrita de uma maneira tão crua e linda que dá a impressão da autora estar contando uma experiência própria, e narrando como se você fosse uma amiga íntima. Não tem mimimi nem muito tato ao expor esses sentimentos, e na minha opinião, é o que mais trouxe beleza ao livro.
Há mais momentos engraçados e românticos do que de drama, acho que pelo fato de Oberon ser conhecido desde o início dessa forma. Mas as cenas em questão são emocionantes. É um livro que você ri, suspira e chora quase que na mesma medida.

Beijo
Boa leitura.

Nota:

















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