Resenha: Bruto e apaixonado

Oi gente, tudo bem? Tudo bem também.
Seguindo com minha obsessão por caubóis, hoje vou falar de mais um livro que tem toda aquela pegada do interior que a gente já conhece. Além do caubói gostoso, cheiroso, homão da porr* e bom partido, claro!

Título: Bruto e apaixonado
Autora: Janice Diniz
Sinopse:
Mário Lancaster e Natália Esteves parecem não ter nada a ver um com o outro: ele é um ex-peão de rodeio e ela, uma empresária sofisticada de uma metrópole. Ela deve demitir funcionários da maior fábrica local, e ele é o responsável por convencê-la a mudar de ideia. Eles estão em lados opostos, mas a química entre os dois é impossível de ignorar. Bruto e apaixonado é o primeiro volume da série Irmãos Lancaster e uma história irresistível de amor, superação, sedução e, claro, caubóis atraentes e possessivos.

Que eu adoro os livros da Janice, todo mundo já sabe. Mas esse não caiu no meu gosto não.
Apesar de ter todos os mesmos elementos do demais livros, faltou um quê de cuidado na escrita. Senti que não foi dada a devida atenção ao casal Mário e Natália.
Mário é ex-peão de rodeio, mas não aceita ter sido afastado das arenas e luta contra isso o tempo todo. É um cara amargurado, endividado e que corre de relacionamento como quem foge da cruz. Mas assim, é sempre sincero com as mulheres com quem se envolve. Dá o máximo de si para manter a fazenda da família e faz o que pode para manter a mãe feliz.
Natália é uma profissional da cidade grande, que não entende como o povo de Santo Cristo pode ser tão apegado à terra. Ela é linda, inteligente, punho firme em seu trabalho, mas de uma insegurança sem tamanho que aos poucos vamos conhecendo e tentando absorver.
Além do casal, conhecemos também os outros irmãos Lancaster, que devem ser explorados nos demais livros da série. Mesmo assim, tanto Thomas como Salvador são bastante destacados nesse primeiro livro, o que achei que tirou um pouco do brilho do casal principal. Conhecemos uma parte dos irmãos que poderia ter ficado de fora.
A trama em si não tem nada de espetacular, e o desenrolar dos fatos me fez sentir que a questão da fábrica foi um mero detalhe.
Senti falta também da profundidade de sentimentos que conheci em outros livros da autora. Aqui tudo acontece muito rápido; tem pouca briga interna e pouco conflito de sentimentos sendo que Mário e Natália tem seus demônios para enfrentar.
Outro ponto que me incomodou foi o modo como o mocinho "resgata" a mocinha, já em São Paulo. Pelo tamanho do feito, a narrativa foi muito mal explorada e fiquei meio encafifada do tipo: como?, quando?, por quê?.
Mesmo narrado em terceira pessoa, o que não me atrai muito, os diálogos são o ponto alto do livro. O linguajar chulo e direto deixam tudo mais divertido, mesmo que seja só pra falar da barba recém feita.
- Porra, que cara de bunda.
- Pois é, também achei - Mário resmungou baixinho, avaliando-se criticamente. - Perdi metade da minha macheza.
Não foi um dos meus preferidos pois a trama não me envolveu, mas indico pelo teor "caipira" que deixa a leitura gostosa, leve e fluida.

Beijo

Boa leitura!

Nota:

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