Resenha: A mais bela melodia

Nossa! Estou emocionalmente acabada com essa trilogia. Sugou todas as minhas energias e minhas lágrimas e meus suspiros.
Foi uma leitura tão carregada que não via a hora de acabar, mas não pode ser chata ou desinteressante, muito pelo contrário. Eu não aguentava mais sofrer com Lorena e Klaus. Por conta disso não tenho como falar só de um ou outro livro da trilogia, com medo de soltar algum spoiler.
E por isso, vou falar apenas de sentimentos e algumas lições que aprendi, sem focar na trama em si nem nos segredos escondidos.
Não se preocupe com as sinopses dos três livros aí embaixo; elas não entregam o que acontece na continuação, nem tira o elemento, ou elementos, surpresa de cada um dos livros.
Um esclarecimento importante: sou #teamklaus do começo ao fim.

Título: A mais bela melodia
Autora: Carol Teles
Sinopse:
A história de Lorena e Klaus se passa em Esperança, uma cidade pequena, onde vivem entre as desavenças na escola e conflitos pessoais, levando uma cidade inteira a presenciar os escândalos de uma adolescente rebelde e seu rival popular e repleto de amigos.Um festival de música faz com que essa dupla seja envolvida no enredo da história, levando-nos a questionar os densos conceitos de amor, amizade e família. A vida pode ser complicada, as vezes, mas é preciso decidir primeiro o quão longe você pode ir por amor. E o quão você está disposto a perder para ganhar. Até onde uma amizade pode ir para beneficiar o outro. Descubra que nada é tão certo e determinante quanto nossos erros e, as consequências das escolhas que fazemos por acreditar neles. Um livro que o fará prender o fôlego e se emocionar com os personagens do início ao fim.


Título: Doze Anos Entre Notas: Interlúdio
Sinopse:
O que pode acontecer em doze anos?
Vidas começam, vidas terminam, casas são construídas e derrubadas, e uma infinidades de sonhos se criam e se perdem.
Acompanhe o que aconteceu com Klaus e Lorena no interlúdio de sua história.

Título: A Mais Bela Melodia: Acorde Final
Sinopse:
A paixão adolescente pode superar o decurso do tempo? Ou existe apenas um caminho quando se pega uma saída em que não parece ter volta?
O curso da vida levou Lorena e Klaus para lugares diferentes. Escolhas, renúncias e amizades colocaram em conflito o que pensavam existir entre um e outro. O medo e a solidão descrevem as primeiras impressões do livro, mas na passagem de suas páginas você descobre que na Cidade de Esperança, existem coisas que não se perdem, segredos que não se abrem e amizades que se transformam.
Nessa dramática continuação de " A Mais Bela Melodia", descobrimos como a vida pode ser imprevisível, e que as vezes, um único momento pode alterar todo caminho de uma história, como um acidente musical que interrompe e modifica todo o acorde de uma canção.

Sou #teamKlaus totalmente do começo ao fim. Achei que mudaria de ideia no decorrer do livro, mas não. Nem quando ele foi fraco, nem quando foi injusto em algumas situações. E por isso vou começar falando sobre ele. E a "rasgação' de seda virá!
Klaus é lindo, amoroso, centrado e puramente emoção. É músico de alma e coração, e talvez o lado mais poético seja por conta disso. É tão jovem pra bagagem que carrega e mesmo assim sua capacidade de amar o próximo nos mostra toda sua maturidade. E tem aquela rebeldia adolescente e curiosa de garoto de cidade pequena. Ele é o coração quando está com seus melhores amigos. Ele é a razão (ou não!) por trás das artes que aprontam e pelas ações mais verdadeiras que li. Tem aqueles olhos azuis que tenho certeza ser tão penetrantes como a autora destaca. E tem a voz mais linda que poderia ter um jovem de 18 anos.
Lorena é explosiva, inconsequente como toda adolescente rebelde pode ser. Carrega mais do que qualquer outro jovem poderia aguentar, mas seu amor é incontestável, mesmo quando tem todos os motivos para isso.
Conhecemos ambos quando adolescentes e também todo o drama que carregavam, mas ainda assim todo o amor que os rodeava. O amor pela família disfuncional é até irracional visto por alguém de fora, o amor pelos amigos tão lindos e fiéis e o amor romântico que achavam ser para sempre como qualquer adolescente comum. Mas o que os fazia sair totalmente do comum, era a forma como protegiam um ao outro, mesmo que precisassem fazer coisas imperdoáveis para isso.
E foi numa dessas situações de coisas imperdoáveis que a amizade e amor foi posto à prova. E sabe quando você está vendo de longe, mas tem certeza que a coisa vai desandar? Pois bem, isso é o que senti.
Não posso falar nada sobre a trama, pois assim como foi uma surpresa pra mim, gostaria que fosse pra você. Mas te adianto: você vai sofrer muito.
São muitos fatores que contam a história de Klaus e Lorena e são muitos os personagens que fazem parte dela. São amigos de infância/adolescência, são familiares problemáticos e lares quebrados, mas que no final compõem o quebra-cabeça que é vida desse casal.
Quase nada são flores para eles, mas quando são, o amor transborda. Acho que é a água de Esperança que faz essas pessoas serem tão amorosas, a ponto de gravitarem entre si.
Você conhece e se apaixona por todos os amigos que cresceram juntos, e essa é a cereja do bolo. São pessoas incríveis que, mesmo com seus muitos problemas pessoais, ainda encontram forças para apoiar um ao outro. Deve ser a água mesmo.
Dois outros personagens são extremamente essenciais nessa trama: Adônis e Bernardo. Como avisei que essa resenha seria atemporal, não estranhe o momento em que os encontrar e tenho certeza que quando isso acontecer, irá concordar comigo.
Todos os três livros são intercalados entre alguns personagens, mas mais entre Klaus e Lorena, nos mostrando a gritante diferença de personalidade entre eles e ao mesmo tempo, a complementariedade dessas pessoas. Você passa pela adolescência, os doze anos seguintes e então a fase adulta. Essa continuidade é tão bem escrita que você não percebe como a passagem de doze anos acontece tão rapidamente.
- O que temos aqui? - Perguntou com a testa franzida.
- Essa mulher está dando a luz. - Falei apressado para a médica (...). - Tipo, agora. Tem um cara com câncer que perdeu muito sangue, outro com o dedo deslocado, um velho arranhado e uma adolescente menstruada. Esqueci alguém?
- O idiota do pai desmaiado.
E escrevi tudo isso para dizer que essa trilogia é um turbilhão de emoções. Eu ri, gargalhei, chorei, senti vergonha alheia, me emocionei, desconfiei de algumas palavras, pensei em Deus quando um personagem falava sobre Ele, e principalmente senti que a missão da autora foi cumprida. E eu poderia passar a semana falando dele, mas não vou.
Nem consigo escolher outro quote para essa resenha.

Beijo

Boa leitura

Nota:


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