Resenha: Os números do amor

Oi gente, tudo bem? Tudo bem também!
Estou imensamente feliz de falar de mais um livro tão esperado. Foram semanas de espera (rs) para uma leitura de horas, de tão boa!
Essa capa não lembra Mar da tranquilidade?! O topete e a testa são os mesmos....rs


Título: Os números do amor
Autora: Helen Hoang
Sinopse:
Já passou da hora de Stella se casar e constituir família — pelo menos é isso que sua mãe acha. Mas se relacionar com o sexo oposto não é nada fácil para ela: talentosa e bem-sucedida, a econometrista é portadora de Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara podem trazer parece uma missão impossível. Diante desse impasse, Stella bola um plano bem inusitado: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada.
Enfrentando uma pilha cada vez maior de contas, Michael Phan usa seu charme e sua aparência para conseguir um dinheiro extra. O acompanhante de luxo tem uma regra que segue à risca: nada de clientes reincidentes. Mas ele se rende à tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional.
Quanto mais tempo passam juntos, mais Michael se encanta com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, vai se sentir impelida a sair de sua zona de conforto para descobrir a equação do amor.
CONTEÚDO ADULTO


Cada dia de espera valeu MUITO a pena!
E apesar da sinopse revelar quase tudo o que acontece com o casal, a surpresa está na delicadeza com que a autora trata a síndrome de Asperger. Não conheço absolutamente nada dessa síndrome, apenas que é um tipo de autismo. E poder aprender, um pouco que seja, com Stella é incrível.
Stella é linda, inteligente e bem sucedida profissionalmente. Tem um fascínio além da conta por economia e fala de seu trabalho com muito orgulho. Tem uma relação estreita com os pais, que encontra uma vez por semana e as cobranças são sempre as mesmas. Seus pais desejam que Stella seja capaz de se relacionar afetivamente com alguém, e futuramente ter filhos. Sua interação com os colegas de trabalho é mínima e por conta da sua falta de  jeito com as pessoas, não tem amigos.
Michael tem vários problemas, que são revelados aos poucos, e que o fazem se “prender” à família e deixar seu sonho de lado. Ele é inteligente e batalhador, e suas razões para aceitar ser acompanhante são fod*. Ele não é o tipo que escolhe a saída mais fácil; escolhe sempre a mais certa. Tem pavor de se transformar numa pessoa ruim, e tem motivos para tal. Ele é jovem, mas romântico à moda antiga, é sedutor, sensível e se fascina por Stella. E é extremamente leal à famíllia.
A forma como Michael lida com Stella, mesmo sem saber da síndrome, é de uma sensibilidade ímpar. Ele entende suas dificuldades com algumas coisas e sempre encontra a melhor forma de Stella lidar com aquilo. Um simples abraço ou pegar na mão fica mais fácil e tolerável porque é com Michael.
Stella é direta, diz o que pensa e seu filtro não costuma funcionar. E ela sofre com isso! Tem receio de magoar as pessoas, de não saber como lidar com um imprevisto ou como ter um relacionamento romântico normal. Um de seus traços bem marcantes é a obsessão que vem desenvolvendo ao longo da história, e que a autora explica no final do livro que é comum para quem tem a síndrome. Michael lida tão bem com Stella, que é totalmente compreensível sua obssessão.
Não é a toa que minha mãe gosta tanto de você. É uma coisa bem vietnamita todo esse pudor em relação ao sexo. Só aprendi a palavra certa para as coisas em vietnamita com uns vinte anos de idade. A maioria das pessoas usa termos de aves. Minha tia diz ‘batata-doce’. Não são as palavras certas. Você tem uma bocet*, Stella.
A narrativa em terceira pessoa não me agrada nunca, mas não atrapalha em nada a leitura. O llivro é cheio de diálogos inteligentes, intensos e curiosos. O ponto de vista de Stella sobre coisas simples são, pelo menos para mim, muito interessante! Li num suspiro só, querendo saber o desfecho mas ao mesmo tempo não querendo largar Stella e Michael.
É o tipo de coisa que pessoas com todo esse dinheiro deveriam fazer, não acha? Doar para quem precisa? Consigo me sustentar muito bem com o meu salário. É só dinheiro, Michael (...).
Ah! Michael é filho de mãe vietnamita e pai americano. E para satisfazer a nossa curiosidade, a autora o descreve como parecido com Daniel Henney (fui correndo dar um google!), e acredito que Stella seja descendente de coreanos, pelo tanto de referências aos dramas coreanos que estão na moda.
Já falei que Michael é um fofo?
Porque você não gosta de surpresas, e eu achei que fosse precisar de um tempo para se acostumar com a ideia.
Se quiser me comprar cuecas, vou usar.
Eu poderia escrever páginas e páginas sobre Stella e Michael e como estou surpresa com esse livro. Poderia citar todos os momentos fofos, os tensos, os quentes (é conteúdo adulto, minha gente!), os que me fizeram chorar e os que me fizeram rir muito. Mas não. Se foi uma linda surpresa para mim,  gostaria que fosse para você também.
E leia a Nota da autora! <3

Beijo

Boa leitura!

Nota:



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