Resenha: Menos que nada

Oi gente, tudo bem? Tudo bem também!
Eita... esse livro é... intenso.
"Éramos sádicos em um jogo viciante" é a frase da capa, mas nada te prepara para o que virá.
O que é viciante é esse casal, que frita seus miolos com essa "guerra" de poder.

Título: Menos que nada
Autor: Loud Chaos
Sinopse:
Para todas as garotas, Callum Trenton era um sonho. Sua beleza gritante deixava até as mais populares e confiantes sem palavras. Elas se transformavam em seres humanos patéticos ao redor dele. Ele resumia todas a absolutamente nada.
Mas, para mim, Callum Trenton era um pesadelo.
O pior deles.
E se houvesse um inferno, ele era Lúcifer.
Cora Arsen passou mais de um ano fugindo de seu passado. Fugindo das lembranças, da perda, da dor.
Fugindo dele.
Ela quer recomeçar e esquecer tudo o que aconteceu nos últimos anos de sua vida.
Mas o destino dos dois se cruza novamente.
E depois desse reencontro, nada nunca mais será o mesmo.

Comecei a ler sem saber o que esperar. Nem imaginava o tipo de "inferno" a qual Cora seria submetida. E nem como Callum seria apresentado. A surpresa foi total! E a intensidade das coisas foi surpreendente.
É uma trama MUITO bem escrita, envolvente, sentimental e pesada. É meio que uma tortura psicológica com os personagens e com os leitores. Até o meio do livro você se questiona se pode haver um final feliz.
Maldoso ao extremo, Callum tem raiva correndo nas veias e não tem problema nenhum em intimidar Cora. Ele tem seus motivos, e parece que Cora sabe bem porque é tão intimidada.
O motivo de todo o ódio de Callum por Cora é foda. Ele a usa como uma forma de castigo, por ela lhe lembrar a razão da destruição de sua família, mesmo que seus motivos sejam os mais egoístas. Callum não pode ver Cora em paz ou ver outras pessoas se aproximando dela. Ele não acha que ela tem esse direito, e deixa isso bem claro para todos ao redor.
— Fique longe dele. E de todas as pessoas com quem me relaciono. — Seus olhos estavam fixos e duros nos meus.
— Estou ficando um pouco cansada das suas ordens.
— Não é uma ordem, é uma ameaça. E você devia ouvi-la, Arsen, porque estou ficando cansado para caralho de você me desobedecendo.
As poucas pessoas que se aproximam de Cora e que não se deixam intimidar por Callum são Saga e Jack, que acabam se tornando os únicos amigos de Cora. Saga e Jack tem a dose perfeita de sarcasmo, divertimento e desprendimento, mas tem uma lealdade absurda com os seus, e assim fazem com Cora.
— Garoto terrivelmente bonito, mal compreendido e sexy demais para o próprio bem — disse ele, com o rosto sério e levemente melancólico, como se a vida fosse dura demais.
Cora e Callum viviam para esse jogo de provocação e maldade. Mais Callum, que estava sempre um passo à frente de Cora. Era vingança pura, mas uma coisa acontece e muda todo o cenário. Um ato de coragem de Cora e tudo muda.
Estávamos em uma dança pela posse do controle. Para ver quem tinha o comando daquele jogo. Quem liderava.
Com o passar dos capítulos, narrados ora por Cora ora por Callum, conhecemos melhor o início de tudo. Aos olhos de Callum, foi Cora quem teve o primeiro ato de vadia, se intrometendo nas decisões de quem não deveria. Mas o fato de Callum ter achado que aquele era o início de toda a raiva, Cora não é tão vadia assim. Assim como ele, ela tem problemas com a mãe e sofre com perdas importantes, mas nem por isso tem a simpatia dele. E essas perdas são o que os fazem ser quem são.
Mas Callum defendia Cora de outras ameaças, como caras valentões que tentavam intimidá-la. Só ele era permitido tais atos, e mesmo assim, era muito estranho.
Nunca imaginaria os sentimentos que de fato existiam. Sem mais palavras sobre isso por conta dos spoilers! Mas estão lá, e é foda! Vontade de pegá-los no colo e apertar pra sempre.
Adorei que a autora refere-se à garotas de uns vinte anos como mulheres, e rapazes como homens. Nota-se a maturidade dos personagens e o pesado fardo que carregam. As perdas e sofrimento pelos quais passaram, obrigaram ambos a assumir muito cedo as responsabilidades da vida adulta.
Os personagens são muito bem desenvolvidos e as personalidades marcantes. A trama tem muitos elementos pesados, mas desenvolvido com muita delicadeza, sem banalizar nenhuma dor. A escrita é perfeita e os sentimentos tão bem expressados que sentimos exatamente o que o personagem quer transmitir.
E além de toda a trama, Menos que nada é sobre redenção e perdão. É sobre deixar que coisas mais importantes guiem sua vida, e aceitar que é merecedor de coisas boas. E que deixar pessoas entrarem é tão importante quanto deixá-las ir.

Nota:




Beijo

Boa leitura!



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