Resenha: Meu capitão

Oi gente, tudo bem? Aqui tudo azul!
Minhas preces foram atendidas e eis que surge a continuação de Sessenta noites em Trindade.
Lembra que falei que o final foi meio mé? Pois é, a continuação veio para me fazer engolir as palavras.
Antes de ler Meu capitão, fui correndo reler Sessenta noites, afinal, eu queria tudo fresquinho na memória. Reli e não me arrependi.
Então, se você ainda não leu o primeiro livro, NÃO LEIA Meu Capitão nem esta resenha, pois VAI TER SPOILER COM CERTEZA.

Título: Meu capitão
Autora: Karina Heid
Sinopse:
O romance que começou na inóspita ilha de Trindade floresceu. O cético capitão Eric e a divertida bióloga Stella engataram em um romance tão firme quanto a terra sob seus pés. Nada de ilha, ondas camelo e tartarugas marinhas; nada de caranguejos, praias de desova ou triângulos amorosos.
Nenhum empecilho ou tormentas no horizonte... até que uma bomba estoura no colo de Eric e Stella, e tudo que parecia firme vai pelos ares.
Quantos relacionamentos sobrevivem ao ciúmes? Quantos naufragam nessas águas perigosas?
Embarque nessa aventura com o casal mais querido de Trindade para descobrir.

Devidamente avisado? OK, vamos continuar!

Enquanto no primeiro livro Eric e Stella lutam contra o desejo e sentimentos novos, neste lutam para ficar juntos. Mas o conceito de lutar desses dois é meio esquisito.
O segundo livro começa após sete meses do término do primeiro. Eric e Stella são um casal cheio de amor e fofurices, que chega a ser difícil imaginar Eric dessa forma.
Ele continua tenso, sério e de poucas palavras, mas seu amor por Stella é lindo. Já Stella, está cada vez mais apaixonada e não se vê mais sem Eric ao seu lado.
Quando a tal "bomba" estoura, é fod*. Qualquer pessoa com o mínimo de sangue nas veias ficaria muito put*. Eric fica sem ação, sem rumo. Stella fica extremamente magoada e sentindo-se traída.
E a forma como acham que devem se resolver, é deixar o ciúme e a raiva tomarem conta. Começa então uma luta de quem pode mais: ferir mais, provocar mais, magoar mais. É cansativa a forma como lidam com os problemas, e a falta de comunicação dos dois é absurda. Talvez o problema pudesse ter sido evitado.
Apesar de eu agir e pensar diferente do casal, me senti torcendo por eles o tempo todo. O sofrimento de ambos se torna de quem o lê; é angustiante. É notório o tanto que estão sofrendo e cada vez mais magoando um ao outro. Mas o desenrolar você vai ter que descobrir sozinho.
Esse segundo livro é CHEIO de surpresas! Não deixa nada a desejar. Algumas você saca assim que os primeiros sinais aparecem e você começa a torcer para ser aquilo mesmo. E outras são surpresa mesmo.
Alguns personagens tem mais visibilidade e papel importante nesse livro. Claudia e Rafael continuam sendo MA-RA-VI-LHO-SOS, do tipo de você querer tê-los como amigos. Alguns noruegueses surgem para por lenha na fogueira. Pessoas do passado atrapalham ou continuam atrapalhando. São muitos elementos que compõem a trama de Eric e Stella, mas que dão riqueza e muito humor à história.
Há uma cena... PQP! Que cena! Em alto mar, com um discurso tão profundo, que te fazer querer estar lá, e que foi o meu ponto alto nessa história. Quando ler, vai sacar de cara.
Como sempre, o epílogo não me foi suficiente. Não que tenha sido mal escrito, pelo contrário. A autora tem uma capacidade ímpar de pôr no papel de forma que um filme inteiro nos passe pela cabeça (e nesse filme já saberia até que atores usar!) Eu só queria mais, muito mais.

Beijo

Boa leitura!

Nota:
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