Resenha: Rude

Oi gente, tudo bem? Tudo ótimo por aqui!
Hoje vou apresentar um livro que aguardei muito pelo lançamento, que aconteceu na Bienal desse ano. E tenho que dizer que a espera valeu muito a pena.
É uma mistura de sexo, mistério, rudeza e fofurice! Sim, fofurice!

Título: Rude
Autora: Evy Maciel
Sinopse:
Linguajar inapropriado. Comportamento inadequado. Índole duvidosa.
Ele era apenas um desconhecido, não disse seu nome, nem de onde veio. Mas de algum jeito ela sabia que faria diferença em sua vida.
O homem com a tatuagem de flor de lótus trouxe consigo mistério e morte, mas apesar do perigo que corria estando em seus braços, ela não conseguia se afastar. Era bastante provável que ele fosse o assassino de cinco mulheres. Era provável também que ela fosse sua próxima vítima.
Como o errado podia parecer tão certo? Sexo, brigas e corações quebrados. Um homem rude. Uma mulher que não se importava. Uma atração repentina, intensa e perigosa.
O passado é uma reticência e o futuro, um ponto de interrogação.



Rude é o tipo de livro que você começa a ler, prende a espiração e vai assim até ele acabar. Não sei o que mais ansiei: a inocência ou não de Lótus ou as cenas quentes.
Rude conta a história de Lótus e Abelhinha, que foi traçada há uns anos atrás. A ligação que tem um com o outro demora a ser revelada, assim como a culpa ou não de Lótus. A trama de mistério foi muito bem desenvolvida, mas não focou tanto no psicológico do criminoso e sim no relacionamento que Lótus e Abelhinha estavam desenvolvendo. 
A história ao redor dos assassinatos foi bem escrita, deixando algumas dicas no decorrer da leitura, que iam fazendo sentido conforme o avanço na leitura. O desvendar do mistério deu leveza ao lado hot do livro, que é hot mesmo! As cenas são bem escritas, de bom gosto e apesar da "rudeza" não encontramos nada de ofensivo à ninguém. Lótus tem a pegada firme e Abelhinha gosta muito disso.
É difícil falar de Rude sem spoilers, pois até o nome de Lótus é um mistério, assim como os segredos que ele carrega.
Mas falar de Lótus, é falar de um cara solitário, mas muito leal às poucas pessoas que convivem com ele. Ele tem um passado que queria poder esquecer, mas que o faz lembrar constantemente de quem ele é hoje. Ele é misterioso, não gosta de estar ao redor de muitas pessoas, mas quando o faz, sentimos que se dedica àquela interação. Ele é sincero e, pode não parecer, é muito altruísta. Esse seu lado é revelado sempre que Abelhinha está envolvida. Ele protege àqueles que ama e não mede esforços para isso. Não preciso dizer que é lindo, gostoso, tatuado e tem aquele ar de bad boy, pois essa capa é TOTALMENTE ele!
Abelhinha é do tipo solitária também, mas não por sua opção. Seu passado e de sua mãe a fizeram ser assim como uma forma de proteção, principalmente dos homens. Ela vive da forma que vive porque seu passado a assombra a todo instante, e quando Lótus surge em sua vida, entendemos o por quê de estar tudo interligado.
A atração, como todo bom romance, é instantânea, mas não acontecem como ambos queriam. Ambos achavam que iam se pegar, saciar a vontade, virar as coisas e ir cada um pro seu lado. Os acontecimentos a seguir os fazem mudar os planos totalmente e repensar nos atos precipitados. Mas o desenvolvimento de tudo isso é uma delícia de ser ler e acredite, faz suspirar.
O livro é narrado intercalando entre Lótus e Abelhinha, e um outro personagem que tem papel fundamental, a detetive Rachel.
Rachel também tem uma forte ligação com Lótus que é revelada logo no começo do livro, mas seu papel é totalmente de protagonista também, pois além de ser a detetive não-oficial da trama, acaba se tornando muito amiga de Abelhinha.
Entre os capítulos, vários trechos especiais são apresentados, deixando tudo mais interessante ainda. E algumas revelações são demais.
Achei exagerada a quantidade de vezes que a palavra "rude" foi usada para descrever Lótus, porque essa não é a única característica marcante dele. E as poucas vezes que Lótus chamou Abelhinha de Abelha Rainha fez parecer que ele era muito mais velho e brega do que realmente é. Sim, Abelha Rainha é brega pra caramba!
Evy tem uma escrita incrível e detalhada na medida, e apesar do livro falar sobre assassinatos é uma leitura leve porque o romance se sobressai ao crime. E é onde entra toda fofurice que citei mais acima.
Se tem final feliz? Depende de quem você está se referindo.

Beijo

Boa leitura!

Nota:






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Um comentário

  1. Adorei a resenha! Muito obrigada pelo carinho. Quanto a parte brega, bem... todo romance que se preze precisa de uma boa dose de breguice, né não? hahah Beijinhos!

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