Resenha: Com amor, Charlie

Oi gente, tudo bem? Por aqui nem tanto.
Pense numa pessoa put* da vida. Sou eu ao terminar de ler esse livro. E aí tem continuação, e quando fui ler as avaliações tinham uns spoilers e fiquei mais put* ainda. Não por causa dos spoilers, mas por conta do final.
Não li e nem lerei o segundo livro. Não tenho maturidade para isso, mas vou te contar um pouco sobre o primeiro. E se tiver coragem, depois me conte!

Título: Com amor, Charlie
Autora: Loud Chaos
Sinopse:
Ela é fria como gelo.
Ele é quente como fogo.
E ele está mais do que determinado a derreter o coração dela.
Charlie Archer tem a vida sob controle. É uma garota inteligente, independente e perspicaz.
Então ela conhece Kellan Dawson.
Com o sorriso torto, olhos cinzas e o corpo perfeitamente esculpido ele quebra mais corações do que é capaz de contar.
Ele a quer, mas Charlie não o suporta. Os flertes, as piadinhas e as investidas não funcionam com ela. Mas ele não vai a deixar em paz tão facilmente.
Afinal, Kellan Dawson sempre consegue o que quer.

Cara, nunca quis tanto agredir uma pessoa como quero fazer com Charlie. Que garota chata e indecisa! E me desculpe, ela não tem nada de independente, pelo menos não emocionalmente.
Charlie conta sua história através de uma carta bem longa, onde ela narra todos os acontecimentos com Kellan, desde quando se veem pela primeira vez até o fim. Conta os atritos que tiveram e como as coisas se desenrolaram.
Charlie não suporta Kellan, mas isso é por pouquíssimo tempo. Kellan tem todo aquele ar de badboy que a gente adora, mas além disso, tem uma persistência que convence a todos, e é quando as coisas realmente começam a acontecer.
Charlie é muito carente, gosta de viver sem chamar atenção para si mesma e mantém amizades mesmo não gostando delas. Está na faculdade, mas não parece ser do tipo nerd. Ela luta o tempo contra sua atração por Kellan, e quando finalmente cede, encontra todos os motivos para não. E no primeiro obstáculo, já sentencia a relação como um erro. Mas ainda assim não consegue ficar longe. Vai entender!

Nesta carta, ela lista 30 motivos x sobre Kellan, que ao longo da história justifica cada um deles. E me lembrou muito aquele filme 10 Coisas que odeio em você, só que com muito mais profundidade.
Pegadas, brigas, desentendimentos e vícios são alguns dos muitos fatores que motivam a carta. A carta tem um teor de despedida logo no começo, então nem considere isso como um spoiler, mas você só entende o que está acontecendo lá perto do fim.
Meu maior e mais perigoso vício era você, Kellan (...)
Kellan não é aluno da faculdade, mas está sempre por lá vendo seus amigos. E Charlie passa a conhecê-lo melhor, mas ainda assim Kellan tem um comportamento que nos sugere muitos segredos e um passado sombrio.
Kellan é bonito, atraente e sua simpatia faz com que sempre tenha gente ao seu redor. Ele também é intenso, sempre ao extremo e essa intensidade se reflete nos sentimentos. Ele faz Charlie se achar linda e desejada, e é quando mais percebemos sua carência.
Eu não consegui evitar o sorriso que cresceu em meu rosto. Você nunca se encaixou no padrão que todos pareciam exigir. Sorte sua que eu nunca esperei um padrão. Acho que essa foi uma das coisas que mais me atraíram em você. Eu sempre segui o padrão, sempre fui correta. E você sempre foi o contrário. Você me tirou dos eixos e me mostrou uma nova forma de viver. Você me mostrou que nem sempre é necessário seguir a norma.
Não é difícil entender porque Charlie e Kellan se atraíram. Nem porque o vício de ambos influenciou tudo o que aconteceu com eles. Mas um salto no tempo nos permite enxergar além do tempo que tiveram juntos, e aí seu coração aperta porque... sim.
O livro é muito bem escrito, com todo o teor dramático que Charlie transmite. Podemos sentir o tom choroso e nostálgico com que a autora escreve os acontecimentos, nos dando a profundidade que é esse livro. Mas, apesar de tudo isso, senti falta de conhecer melhor os personagens, de saber sobre seus gostos e preferências quando não estavam ao redor um do outro, e achei a personalidade de ambos meio vazia de conteúdo.
E não vou ler o segundo, de jeito nenhum.

Nota:




Beijo
Boa leitura!
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