Resenha: Em todos os sentidos

Oi gente, tudo bem? Tudo bem também.
Esse Kindle Unlimited faz uma coisa com a gente né? Se antes eu tinha preconceito com livro nacional e independente, agora tenho um caso sério com minha assinatura mensal.
Essa é uma indicação que chegou via redes sociais e foi uma doce surpresa!

Título: Em todos os sentidos
Autora:
Sinopse:
Com a ajuda do irmão de seu falecido noivo, Niven se muda para a região metropolitana para realizar o sonho de exercer a profissão na qal se formou. Mas tudo parece dar errado quando conhece o chef do restaurante para o qual foi contratada.
Um começo desastroso faz com que ela o julgue mal e se coloque em péssimos lençóis. Nos dias que se seguem, a moça se vê dividida entre encontrar uma forma de se desculpar, comunicar-se com o chef, tentar não se apaixonar pela pessoa encantadora que ele demonstra ser e, especialmente, evitar que o cunhado ‒ cada vez mais obstinado na ideia de conquistá-la ‒ descubra os sentimentos dúbios que começa a nutrir pelo colega.
Apesar dos traumas do passado e da ideia constante de que nunca os superaria, o contato com Ítalo desperta seus sentidos para um mundo novo, com dilemas e superações que jamais havia considerado, e a faz experimentar emoções de uma rica cultura que até então desconhecia.


Niven é de longe, uma das jovens mais corajosas do meio literário. Durante quatro anos, passou pelo luto pela perda de seu noivo Sam, e apesar de não ter tido mais ninguém nesse período, isso não a fechou para o mundo. Ela é linda, determinada e ama de paixão a profissão que escolheu, a gastronomia. É uma garota do campo, mas não tem aquela inocência cega que vemos em alguns livros, e não vê a hora de "conhecer" o mundo lá fora.
Roman, ex-cunhado de Niven é um cara meio "entrão". Ele coloca Niven sob sua asa mesmo que ela não precise disso. A trata como uma irmã, mas suas intenções logo são reveladas. Ele é cara de pau ao extremo, e usa a história de Niven e Sam para cercá-la a todo momento. Ele passa o livro todo importunando, pelo menos ao meus olhos foi bastante importuno.
Já Ítalo, ah Ítalo! Ele não é do tipo gostosão, nem capa de revista. Mas tem um charme que só e olhos extremamente expressivos. É super ligado à família, principalmente ao seu pai e sobrinho. É dedicado ao que faz, concentrado e focado. E tem um "segredo" revelado logo no início que te faz querer abraçar a autora. Vai me entender quando ler. Ítalo é sentimental, mesmo parecendo rude por fora, não tem muita paciência com as coisas mas tem um coração enorme.
O primeiro encontro de Niven e Ítalo, o chef gato, é desastroso. Mas o segundo encontro é muito pior. Por falta de informações ou de atenção, Niven comete gafe atrás de gafe, e tudo por conta do "segredo" de Ítalo. Niven é muito dedicada ao trabalho, mas para o resto do mundo parece meio desligada, e por isso as gafes.
Niven e Ítalo passam a trabalhar juntos e aí tudo começa a acontecer. E é tão fofo! Esse tudo acontece devagar, até demais para meu gosto, mas é construído de forma pura, certa e no tempo dos personagens. A maturidade e história de vida dos dois fez toda a diferença!
O maior detalhe que vale ser dito: a dedicação, tanto de Niven quanto de Ítalo, para que tudo desse certo ou fosse melhorado é maravilhosa!
Encontrei muitos erros de digitação, muito mesmo. Apesar de não atrapalhar em nada na leitura, deixou a impressão de que o livro não foi revisado. Achei também uma falha de lógica numa das cenas: Niven dormiu de short e acordou de vestido. Oi? Fui até ler de novo para não apontar coisa que não existe, mas não tem nada que deixe a entender que a noite de sono em questão era outra. Faltou revisão também.
Outra coisa que me chamou a atenção é que beijar na boca logo que acorda não incomoda a autora nem os personagens. Deixe-me explicar. Algumas narrativas são demasiadas longas, do tipo: acordei, abri os olhos, bocejei, levantei da cama, fui até o banheiro, blá blá blá, escovei os dentes, etc. Outras são sucintas: acordei e corri no banheiro para minha higiene matinal e aí sim fiz qualquer contato humano. No caso de Niven, não aconteceu uma coisa nem outra. Será que faltou narrativa ou a Niven é assim mesmo?

Literalmente tudo, porque aquilo, por Deus. Aquilo era único. Não sei ao certo se pela expectativa, pelo desejo angustiante que carreguei por tanto tempo de que aquela boca estivesse dentro da minha, mas eu simplesmente senti como se fosse por aquilo, aquela sensação que eu havia procurado minha vida inteira. Ainda que de forma alguma pudesse suspeitar de sua existência.
Senti falta também de um epílogo mais construído. Num dos capítulos, o pai de Ítalo conta o motivo do filho ter terminado com a última namorada. E foi um motivo tão FPD, que queria que aquilo tivesse sido superado no futuro do novo casal. Até porque seria lindo!
No geral é uma história de amor linda, de encarar a vida de uma forma diferente e não ter medo de arriscar. É sobre superação? Acho que não, porque Ítalo já havia superado o passado e seu "segredo" e Niven já tinha dado outra chance para vida, mesmo que ainda não tivesse percebido.

Nota:





Beijo

Boa leitura!
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