Resenha: O coração da fera

Oi gente, tudo bem? Tudo bem por aqui também.
Esse livro é uma releitura de um famoso conto de fadas, mas que está tão próximo da realidade que nos faz pensar se não estamos deixando algo passar batido na vida.


Título: O coração da fera (Conto de fadas moderno)
Autora: Katy Regnery
Sinopse:
Um erro de julgamento destruiu a carreira dela…
A promissora jornalista investigativa, da cidade de Nova York, Savannah Carmichael, viu sua carreira ir por água abaixo quando foi enganada por alguém em quem confiava ao ser apresentada a uma fonte não fidedigna. Voltando à sua cidade natal, ela tem uma nova oportunidade quando um jornal de menor expressão lhe dá a chance de provar seu valor, escrevendo uma matéria especial para a edição de Quatro de Julho. Imediatamente, Savannah se lembra do "eremita" da cidade; um veterano ferido que retornou há oito anos e nunca mais foi visto. Ele seria seu passaporte para voltar à ativa.
Um passo em falso destruiu a vida dele…
Asher Lee quis fazer a diferença na vida dos outros, pelo seu país, e se alistou após o 11 de Setembro. Alguns anos depois, teve sua vida modificada quando uma mina no Afeganistão praticamente destruiu o lado direito de seu corpo. Agora, ele faz jus ao apelido que recebeu na cidade ao viver escondido em sua enorme casa; uma 'fera' vivendo uma semi-vida através dos romances que lê avidamente. Quando uma bela repórter aparece à sua porta, trazendo-lhe brownies e querendo fazer sua história conhecida, a princípio ele reluta, para mais adiante, não só aceitar, como se ver enredado em sentimentos que nunca ousou pensar que lhe seriam permitidos novamente. Ela era seu passaporte para a esperança.
E juntos, tornaram suas cicatrizes uma ponte para o Amor.
Savannah e Asher criaram um vínculo imediato, tocando o coração um do outro de formas que nem imaginavam ser possível. Mas um terrível erro ameaça distanciá-los, e terão que decidir se o amor que aprenderam a conhecer é forte o suficiente para lutarem por seu final feliz.

Até lembra A Bela e a Fera, mas não tem aquela mágica da beleza física do final. Ainda bem. Asher sabe como se parece aos olhos dos outros e sabe como as pessoas podem ser cruéis por conta de sua aparência. E sua proximidade com Savannah o faz pensar mais ainda nisso.

Savannah, apesar de ser independente e ter vivido na cidade grande, é carente de afeto. E isso porque já teve seu coração partido, e além disso, tomou uma rasteira profissionalmente.

Asher vive recluso porque perdeu seus pais muito jovem, não tem irmãos e perdeu os amigos assim que retornou da guerra. Assim, não teve ninguém para quem voltar. E a única pessoa com quem tem contato, além de médicos ocasionalmente, é sua governanta, Srta. Potts.

Como no conto de fadas, a atração e a paixão surgem bem rápido. Fiquei esperando, durante todo o livro, o mocinho achar que a mocinha estava com ele por dó. Mas isso não aconteceu, ainda bem de novo. Porque se tem algo mais chato num livro é falta de amor próprio. O único receio de Asher ao ficar com Savannah é que ela não aproveite as oportunidades da vida estando ao lado de um eremita, ou então, vivendo com ele na cidade grande.

O livro conta basicamente o desenvolvimento do relacionamento deles. Como começou, suas neuras e preocupações e os sentimentos envolvidos. O erro que quase os separou poderia ser evitado? Com certeza, mas o medo de ambos não os deixou pensar com clareza.

A personalidade de ambos não tem nada de bizarro ou peculiar. Porém, ambos são muito leais aos seus, ou seja, Savannah é muito ligada à família e Asher tem um apreço surreal por Srta. Potts.
É um lindo romance, estragado por sua narrativa em terceira pessoa. Você consegue imaginar uma cena de sexo em que o dito cujo é chamado pelo seu nome científico? Eu não, portanto, a autora pecou nessa parte.

No mais, a trama é simples, do tipo romance água com açúcar e mais clichê, impossível. É como uma brisa fresca, em que a mensagem é muito clara para mim: a aceitação de que é merecedor de algo bom é o primeiro passo para seguir em frente.

Nota:





Beijo

Boa leitura!

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