Resenha: Corte de Gelo e Estrelas

Olá pessoal! Tudo bem com vocês? Como passaram o Natal? Espero que muito bem! 

E falando nisso, depois de uma ressaca brava na vida que este mês de dezembro me trouxe (e nem foi de álcool!), aqui estou trazendo a resenha de uma novela praticamente natalina — pelo menos em sua essência —, que faz parte da minha série de fantasia favorita: Corte de Espinhos e Rosas.

Título: Corte de Gelo e Estrelas
Autora: Sarah J. Maas
Sinopse:
O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.
Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha.
Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.

Este spin-off (ou novela, como preferir), nos leva de volta à Velaris para participar do Solstício de Inverno junto com a Corte dos Sonhos.

RECOMENDO QUE NÃO PROSSIGA A LEITURA DESTA RESENHA CASO NÃO TENHA LIDO OS LIVROS ANTERIORES - eles são seu colete à prova de spoiler!

As resenhas deles você pode conferir clicando nos links abaixo:

E bem... Um misto de sentimentos me preenche quando eu penso a respeito desta leitura: Amor, revolta/ranço e aquele gostinho de quero mais. 
Ranço e revolta porque a editora tupiniquim fez um trabalho bem porco nesta obra e isso me decepcionou absurdamente, a ponto de causar nas redes e até mandar mensagens pra tia Sarah pedindo uma resolução pelo amor do caldeirão. Podemos começar falando da tradução bem meia boca e cheia de erros e terminar falando que eles cortaram o c@$%*!# do último capítulo e praticamente tiraram a razão da existência do spin-off e ainda se atreveram a dar uma desculpa sem-vergonha como razão para esse absurdo. Então, por favor, entenda que meu ódio no momento é direcionado exclusivamente a eles e não à obra, porque eu também li o original em inglês e sério, é lindo! 
Agora que eu já desabafei, posso falar da trama sem peso na consciência porque ela é só amor e deixa um gostinho de quero mais bem especial.  

A dedicatória do livro já faz os olhos encherem de lágrimas e o coração saltar de emoção: "Aos leitores que olham para as estrelas e desejam.". Tem como não amar essa mulher? Não, não tem!

Pois bem, Feyre, Rhys e nossos amigos da Corte dos Sonhos estão se preparando para curtir o Solstício de Inverno (que também é aniversário da Feyre) e passam tempo até demais falando de presentes quando isto deveria ser secundário na trama.

"— Você nasceu na noite mais longa do ano. [...] Era para você estar ao meu lado desde o início."

A trama, apesar de muito envolvente, não tem nada muito relevante (já que a parte mais relevante a editora retirou, risos de nervoso). Este livro foi criado exclusivamente com o intuito de ser ponte para a sequência de livros sobre Prythian e certamente irá decepcionar os leitores que esperavam muito mais que isso. Veja, o livro tem cerca de 200 páginas, um terço do que as obras de Corte costumam ter, então não tem mesmo como ter uma mega trama e maquinações e vilões e coisa e tal. O livro é uma ponte, é praticamente neutro e apenas isso, uma que cruzamos tendo a oportunidade de viver mais algum tempo com os queridos personagens que já amamos, entendendo os conflitos que os assolam pós guerra e o que os levará ao próximo livro.
Quem o enxergar dessa forma, certamente ficará feliz com a história, dará bastante risada e suspirará com os Grão-Senhores da Corte Noturna e sua família. E põe suspiros nisso, principalmente na comemoração a dois de Rhys e Feyre. 🔥

"Jamais deixei de me sentir grato por eles — meus amigos, minha família, que olhavam para o meu poder e não recuavam, não se tornavam inebriados de medo."

Outros personagens se destacaram um pouco mais na narrativa, todos tentando encontrar seu próprio rumo. O papel de responsabilidade e liderança dos grão-senhores é colocado com mais ênfase em uma linha bem tênue e Feyre está aprendendo a lidar com isso, a respeitar os limites entre ser Senhora e Família. Conhecemos melhor também os habitantes de Velaris e suas necessidades, crenças e perdas.
Elain, Azriel e Amren não tiveram muito espaço na história, mas ainda assim pudemos ver um pouco de como estão se adaptando. Lucien aparece por um breve momento, mas sua passagem é bem significativa para dar uma sacudida nos egos de Feyre e Rhys e também para nos mostrar que, se for acontecer algo entre ele e Elain, não será um caminho fácil. Estou ansiosa para saber qual será o desfecho desse "casal não casal" na sequência. Só espero com sinceridade que ela supere aquele traste e seja feliz, com ou sem o Lucien e idem para ele, se seu destino for ficar sem ela, que também seja muito feliz. Ambos merecem — talvez ele até mereça mais, inclusive (rs).

Ter capítulos narrados por Cassian, Mor e Nestha foi um ponto muito bem acertado para a sequência e foi incrível ter suas próprias perspectivas "postas à mesa" e trabalhar em suas construções, mesmo que eu deteste a Nestha.
Bem, o que eu posso dizer... Entendo mesmo que ela está passando por um transtorno pós-traumático por causa da guerra e o lance da imortalidade e não está sabendo lidar bem com isso, que ela é complexa e coisa e tal, mas ela já era chata e egoísta desde muito antes. Desde que deixou sua irmã mais nova caçar sozinha para sustentar a família enquanto ela não fazia nada. Os defensores da personagem que me desculpem, mas essa é a verdade: o que a devora por dentro é a culpa. E confesso que este livro me fez abrir um pouco mais a mente com relação ao seu trauma e torná-la mais tolerável, ou melhor, alguém para se sentir pena.

"Havia raiva de vez em quando. Tão afiada e quente que a cortava.
Mas na maioria das vezes havia silêncio. Um silêncio ressoante e abafado.
Ela não sentia nada havia meses."

Ela precisa de ajuda para melhorar e talvez uma temporada ao lado do maravilhoso do Cassian () acabe ajudando nisso e eu torço muito por eles, mesmo que provavelmente eles passem a maior parte da trama brigando e fazendo o caldeirão ferver. Quero dizer, desde que sejam felizes e superem seus traumas eu posso tolerar mais ela, acho que isso resume meu sentimento.

"Para ele, bastava.
Bastava da frieza, do tom afiado. Bastava da coluna reta como uma espada e do olhar de navalha que só se afiara nos últimos meses."

Pelo menos, é isso que eu entendo estar reservado para a sequência e foi corroborado no último capítulo/teaser (sabe aquele que a editora arrancou?): Um livro com o foco em Nessian, deixando de lado Feysand — pois o arco deles já está muito bem concluído, com direito a Palmas, Tocantins, e a um crossover em Trono de Vidro.
E senhoras e senhores, que capítulo foi esse?! Baita de um tapa na cara da sociedade! Admito que me decepcionei um pouco com a postura da Feyre, mesmo achando que uma mudança era de fato necessária.

Ainda assim, espero que a SJM nos dê pequenos vislumbres da Corte dos Sonhos, Lucien e até mesmo do Tamlin nessa sequência e quem sabe até em mais livros (?). Porque olha, conseguiram me fazer ter pena da criatura grã-feérica da Primaveril, embuste ou não ele é um personagem bem construído e eu gostaria de "viver para ver tudo se acertar", assim como o Suriel pediu.

Nota:




E assim encerramos nossas grandes aventuras ao lado de Feyre e Rhys. Meu coração chora por isso, pois nunca vou me cansar de reler suas histórias e nem de esperar saber mais e mais sobre eles. Que venha a sequência de Prythian, pois essa terra tem muito mais a nos contar! 

"— E não importa o que esteja adiante, nós o enfrentaremos juntos. E aproveitaremos cada momento juntos."

Boa leitura, beijos.
0 comentários via Blogger
comentários via Facebook

Nenhum comentário