Resenha: Círculos de Chuva

Olá. Tudo certo por aí? Por aqui está tudo correndo bem, apesar da semana agitada. 

Que tal "encerrar" essa semana com o desfecho dessa trilogia que eu trouxe há um tempinho pra vocês? Essa possível demora se deve ao fato de eu ter adquirido uma relação de amor e ódio com essa saga e precisava pensar o que esse livro me fez sentir.

Mas aqui está: 

Título: Círculos de Chuva (Dragões de Éter #3)
Autor: Raphael Draccon
Sinopse:
Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o maior dos Reinos, tem um novo Rei e vive a esperada Era Nova. Coisas estranhas, entretanto, nunca param de acontecer... Dois irmãos sobreviventes a uma ligação com antigas forças de magia negra descobrem que laços dessa natureza não se rompem tão facilmente e cobram partes da alma como preço. Uma sociedade secreta renascida com um exército de órfãos resolve seguir em frente em um plano com tudo para dar errado em busca do maior tesouro já enterrado, sem saber o quanto isso pode mudar a humanidade. O último príncipe de Arzallum viaja para um casamento forçado em uma terra que ele nem mesmo sabe se é possível existir, disposto a realizar um feito que ele não sabe se é possível realizar. Uma adolescente desperta em iniciações espirituais descobre-se uma mediadora com forças além do imaginário. E um menino de cinco anos escala uma maldita árvore que o leva aos Reinos Superiores, ferindo tratados políticos, e dando início à Primeira Guerra Mundial de Nova Ether.


O terceiro e último volume começa bastante promissor. Talvez até pelo fato de eu estar bastante ansiosa pelo desfecho, tenha ido com muita sede ao pote.


Tudo começa com a quebra do tratado de não-invasão (ou o Pacto de Swift) estabelecido há muito tempo entre Arzallum e Brobdignag, a terra dos temidos gigantes. Devido a isso, a guerra é iminente e os humanos se preparam para o confronto.

"Quero apenas que tenha consciência de que é preciso seguir em frente, senhorita Hanson. — e Sabino fez uma pausa, prestes a sair da sala. — A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

Axel desembarca na Terra do Nunca, apresentando uma versão bastante curiosa do conto do Peter Pan. Porém, mais uma vez, a saga do príncipe se tornou demorada e cansativa, quase me levando a desistir da leitura.
Ariane tenta bancar a heroína, ainda que nem tenha compreendido qual o seu papel como "bruxa boa". 
Snail vai atrás do maior tesouro do mundo e seguimos João em suas provações como cavaleiro. 

"O ser humano é dúbio por natureza. Todos possuímos algo que escondemos.Todos gostaríamos de ser outra pessoa de vez em quando. Todos guardamos o melhor e o pior do mundo dentro de nós."

Draccon tem uma escrita fascinante, conseguindo ligar até um ínfimo detalhe a um grande acontecimento. E essa capacidade nunca deixa de me surpreender.
Todavia, dos três livros, esse foi o que mais me desagradou. Acredito que isso se deva ao tom maçante que a história acabou adquirindo; tendo em vista todas as preparações, tanto do Axel para cumprir seu papel, quanto de Arzallum para a guerra. 

Alguns personagens também não tiveram seu trunfo. Tiveram muita influência ao longo da história e não agiram de forma correspondente no final. Snail, por exemplo... Que até agora eu não sei dizer do que ele foi em busca, haha.

A despeito algumas decepções, a trilogia como um todo é muito interessante. Draccon traz abordagens intrincadas sobre personagens que sem dúvida nos acompanharam pela infância (alguns até hoje). 
Outro ponto bacana é ir tentando decifrar a qual fábula os personagens pertencem, com as características que são apresentadas. 

De toda forma, é uma leitura cativante, com personagens que sabem marcar presença. Pra quem quer entrar num universo complexo e totalmente novo, recomendo.

Nota: 




Vocês conhecem essa obra ou alguma outra do autor? Dividam conosco o que acharam, porque eu ainda estou dividida. hahaha

Boa leitura, beijos!
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2 comentários

  1. Oi Carla! Não tenho o hábito de ler distopias nem fantasias, mas essa me pareceu interessante porque trata de personagens que já conhecemos na infância. Deve ser mesmo interessante tentar descobrir de qual fábula cada um faz parte! As capas dessa trilogia são lindas, com cor na medida certa. É uma pena quando não gostamos tanto do livro final de uma trilogia, mas fico feliz por você considerar que a leitura valeu a pena assim mesmo! Amei os trechos do livro que você escolheu e concordo com ambos! Beijos!

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  2. Fiquei muito feliz com seu comentário. Eu, particularmente, gosto muito dee fantasia; essa foi a primeira nacional que eu li e gostei muito. O fato de ter personagens já conhecidos me atraiu e resolvi investir , você devia tentar! Mesmo com as questões que me desagradaram, eu gostei da escrita do autor e do que ele aborda ao longo do livro, não pude deixar que alguns pontos negativos se sobressaíssem sobre todo o resto. Acredito que seria injusto. Que bom que você gostou dos quotes! Um beijo!!:D
    Ps: gostei do seu nome. Hahaha

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