Resenha: Um amor para Johan

Oi gente, tudo certo por aí? Por aqui tudo ótimo, ainda mais agora que aquele calor insano foi embora e nos trouxe de volta a vontade de existir, rsrs.
E esse friozinho combina com o quê? Com um bom livro e uma boa xícara de chocolate quente, não é mesmo? (Apesar de sempre ser um bom momento para ler!)

A resenha da vez é do segundo romance de época publicado pela Amanda Bonatti, nossa querida parceira.
Então vamos lá conhecê-lo?! :)

Título: Um amor para Johan
Autora: Amanda Bonatti
Sinopse:
Quem daria crédito aos sentimentos de um libertino? Quem poderia julgar que Johan fosse um romântico? Teve apenas um amor, mas jamais pôde tê-la, e quando se esgotaram todas as esperanças, Johan acreditou que não havia nascido para o amor. A paixão sim, poderia vivê-la muitas vezes e se apaixonar todos os dias, mas seu coração ficaria guardado e ressalvo de qualquer outra decepção futura. Era mais seguro; Johan desejou nunca mais amar outra vez... Mas então, algo aconteceu...




Um amor para Johan é a aguardada e amada sequência de O bosque de faias, mas (como o título sugere) nos conta a história de Johan, um dos irmãos Motier.

  • A resenha de O bosque de faias vocês encontram aqui.


Libertino, Johan escondia suas frustrações e o coração partido pela mulher que amara indo à casas de luxúria (Maisons), como diriam os da época. Ele jurou que nunca mais amaria novamente e curtia seus dias sorvendo os prazeres noturnos oferecidos pela cidade, conhecendo e cortejando diversas moças, inclusive uma das gêmeas musicistas — Emma e Jeanne — que chegaram recentemente em Paris e se apresentam na Maison de Madame Kelly, a La Maison de L'amour, a qual frequentava assiduamente.

Johan era mal visto por todos ao seu redor por causa de seu comportamento e não se importa nem um pouco com isso, mas quando soube que era chegado o momento das gêmeas irem embora, ele vai uma última vez atrás de Emma. Porém, ao escutar sua triste história de vida, se compadece e desiste de cortejá-la, ofercendo somente seu ombro amigo.
É neste momento em que começamos a perceber que, apesar de tudo, Johan tem um pouco de decência oculta.

Sabia que dificilmente as pessoas enxergavam as qualidades e sentimentos que ele sempre teve, sentimentos que eram encobertos por toda a sua irresponsabilidade e imaturidade da juventude.
Não lhe davam créditos, não o consideravam confiável e davam a ele inúmeros atributos negativos, a maioria merecidamente, contudo os bons sentimentos ninguém conseguia ver.

Designado por seu irmão Phillip a cuidar do aluguel de uma de suas propriedades e tirar de seu arrendamento o próprio sustento, Johan precisou se encontrar e lidar com o Senhor Périer, um antigo amigo da família. O que ele não imaginava era o quanto isso viraria sua vida ao avesso.
Reencontrar a família Périer, especialmente Anne, sua melhor amiga de infância — e parte há muito esquecida de seu passado —, abalou Johan e seu próprio conceito sobre si, mas o ajudou a querer reavivar o lado bom e inocente dentro dele, fazendo com que ele lutasse para renunciar a vida de prazeres e se tornar um homem honrado e merecer o amor de Anne.
É emocionante e envolvente acompanhar sua batalha interna e é inevitável se apaixonar por ele! ♥

Ela fechou os olhos para sentir aquelas palavras com ainda mais deleite. Os lábios rosados dela se arquearam em um sorriso perfeito e aquela visão foi para ele muito mais do que um beijo, foi como se tivesse massageado o seu próprio coração.

Filha adotiva da família Périer, Annemarie só era bem aceita e amada por seu pai e uma de suas irmãs — Eleanor. O restante fazia questão de ser maldoso e trata-la mal e foi bem doloroso sentir como sua vida é sofrida por causa disso, mesmo que ela nunca reclamasse de nada.
Sua personalidade doce e gentil, a tornam uma personagem forte e carismática.

Quando grandes segredos do passado começaram a vir à tona, devido à influência das gêmeas, a trama se entrelaçou e envolveu Johan em um conflito nunca antes imaginado.
Por vezes o livro focava tanto na vida de Anne, que cheguei a achar que o livro era dela e não do Johan, rs. Mas a necessidade desta escrita nos ajudou a conhecer melhor os personagens e a ir desvendando o passado de cada um.

Com trechos lindíssimos que nos arrancam suspiros, a narrativa feita em terceira pessoa é fluída e bem gostosa de acompanhar.
As referências históricas e o capricho com que os detalhes locais são narrados, nos transportam facilmente até Paris daquele século. E que viagem linda e prazerosa!

E o que dizer dos personagens coadjuvantes?

  • A família de Johan, mesmo que apareça brevemente, se mostrou mais madura e unida.
  • A família de Anne é um divisor de águas único. Enquanto em O bosque de faias, todos pareciam ser alucinados por casamento e falatórios sociais, o patriarca da família não parecia nada preocupado com isso e inclusive incentivava a escolha por amor; Madame Blanche (esposa do senhor Périer) e Genevieve (a filha do meio) são personagens odiosas e completamente dispensáveis de tão mimadas e irritantes que são; Henri (o filho mais novo) é um babaca como muitos conseguem ser, mas ele é mais tolerável por ter senso crítico e foi praticamente irrelevante para mim na trama; Já Eleanor, ah que amor de pessoa! Apesar de cega de nascença, ela vê muito mais que qualquer outro e é extremamente madura e gentil. É impossível não torcer por sua felicidade!
  • Até mesmo a Madame Kelly é uma personagem interessante e bem construída, sua história comove apesar de seus muitos erros.

Senti falta de vilões ousados e fortes, regados pela maldade como muitos seres humanos conseguem ser. Dentro da trama, a busca por vingança é bem planejada porém inocente e fraca demais, não me convencendo. Até porque, no fim, não funcionou muito bem.

Então, o que torna o livro muito bom é a busca por redenção de tantos personagens. O reconhecimento e o desbravamento de tantos sentimentos puros prende o leitor até a última página!


Nota:




Espero que tenham apreciado essa resenha e que possam apreciar este livro amável e suspirar e ansiar pela felicidade de Johan, Anne e todos os outros que merecem. ♥

Este livro é o segundo da coleção "Romances de Época" de Amanda Bonatti — lançado pela Editora The Books com uma linda diagramação e capa — e ainda não temos muitas notícias sobre o próximo volume, mas assim que tivermos, com certeza contarei para vocês!

Até a próxima, boa leitura!
Beijos.

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2 comentários

  1. Resenha linda! Como sempre! Obrigada pelo carinho. Beijo grande, Amanda,

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    1. Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado! ❤️
      Beijo!

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